13 fevereiro 2012

A Vida Segundo Alguns Filósofos

Para Pitágoras, o ar é cheio de almas. Foi o primeiro filósofo ocidental a sustentar a teoria da metempsicose. “Devido a uma culpa original, a alma é obrigada a reencarnar em sucessivas substâncias corpóreas (nem sempre humanas, mas também animais), em um ciclo que só é interrompido após a purificação”.    

Para Demócrito, a vida nasceu do vórtice atômico. Explica que “a agregação de átomos em corpos sólidos e compactos deve-se a fenômenos puramente mecânicos, particularmente à força centrípeta agregadora desenvolvida pelo movimento em vórtice”.

Para Giordano Bruno, o mundo é um grande animal. A sua tese é explicada da seguinte forma: “Tudo é vivo, porque cada parte da realidade, mesmo no mundo mineral, está presente um princípio formal e vital, ou seja, aquela estrutura interna, aquela necessidade que faz cada coisa ser o que é. O que chamamos mente não existe somente no homem mas também, obviamente de modo inconsciente, nos animais, nas plantas, nas gemas e nos minerais”.

Para Bérgson, a inteligência não explica a vida. Segundo seu ponto de vista, “a vida é um impulso construtivo que, a cada momento, explora todas as variações possíveis, sem seguir um projeto preciso; é uma onda que arrasta e ultrapassa qualquer obstáculo, sem nunca, todavia, abandoná-lo definitivamente”. Em cada reino da natureza, a vida foi vencendo os seus obstáculos. No reino hominal, tece comentários sobre o instinto e a inteligência: “O instinto animal está cercado  por um halo de inteligência e a inteligência humana não funcionaria se não se baseasse também na contribuição do instinto”. Disto resulta que “a inteligência não consegue explicar a vida, mas a vida explica a inteligência”.

Fonte de Consulta

NICOLA, Ubaldo. Antologia Ilustrada de Filosofia: das Origens à Idade Moderna. Tradução de Margherita De Luca. São Paulo: Globo, 2005.

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