13 fevereiro 2012

O Amor Segundo Alguns Filósofos

Para Platão, os tipos de amor estão dispostos numa escala hierárquica. O enamoramento pela beleza do corpo está situado no nível mais baixo. Complementa: “O amor passional, mesmo precisando ser superado para se alcançarem formas cada vez mais elevadas de espiritualidade, pode ser de alguma forma justificado como o início de um possível percurso de crescimento espiritual”.

Para Campanella, a raça humana deveria ser melhorada pela vigilância estatal sobre as atividades amorosas dos Solares. “Com base crença de que as conjunções astrais existentes no momento da concepção influem de modo decisivo sobre o nascituro, até mesmo a hora dos acasalamentos deveria ser determinada por Amor, um dos três técnicos que, junto com Sapiência e Potência, governam a cidade sob a direção político-filosófica de um Grande metafísico”.

Para Morus, a condição da mulher na Utopia é muito melhor daquela vivida em sua época. “As mulheres podem participar das atividades bélicas, mesmo se, afirma o filósofo, as melhores guerras são aquelas que não são necessário travar; em algumas circunstâncias podem obter o divórcio e, no caso de praticarem o adultério ou de manterem relações sexuais antes do casamento, são punidas exatamente como os homens”.

Para Kierkegaard, o sedutor é o instante fugaz. “A vida estética representada pela figura do Don Juan, protótipo do sedutor, é típica daquele que busca a máxima satisfação no tempo presente e foge a qualquer forma de repetição, procurando tornar inimitável e único cada instante de vida. O esteta abomina a monotonia, mas dado que o instante é sempre, por definição fugaz, chega logo ao tédio e ao desespero”.

Para Schopenhauer, não existe amor sem sexo. No sentimento do amor há uma ilusão: “Por trás de toda manifestação de amor, mesmo a mais pura e sutil, está o instinto procriador, uma escondida determinação biológica voltada ao acasalamento e á reprodução da espécie”.

Fonte de Consulta 

NICOLA, Ubaldo. Antologia Ilustrada de Filosofia: das Origens à Idade Moderna. Tradução de Margherita De Luca. São Paulo: Globo, 2005.

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