17 fevereiro 2012

Como se Deve Viver Segundo Alguns Filósofos

Para Aristóteles, a virtude está no justo meio. A capacidade em dispor as coisas pelo justo meio adquire-se pelo exercício, em se excluem os vícios do excesso e da escassez. A coragem, por exemplo, é a virtude média entre a temeridade e a covardia.

Para Diógenes, a vida é simples. Entendia a sabedoria como uma recusa da vida comum. Foi o primeiro de uma lista de filósofos que: “munidos de um manto e de uma tigela, orgulhoso de sua pobreza, perambulavam como mendigos pelas cidades da Grécia pregando o ascetismo, o retorno à vida natural, o desprezo pelas comodidades”.  

Para Epicuro, o objetivo da vida feliz é o prazer. Há necessidade de separarmos o falso prazer do verdadeiro. Acha que “a solução mais sábia está em submeter a busca da felicidade ao juízo da razão. É preciso, portanto, eliminar os medos inúteis (da morte, dos deuses, da dor), moderar as necessidades de modo que o seu gozo não se transforme no contrário e, principalmente, ter como meta a tranquilidade de espírito, a serenidade”.

Para Zenão de Cítio, o ser humano devia viver conforme a natureza, ou seja, conforme a virtude. “Assim como o animal é inevitavelmente guiado pelo instinto, o homem deve fazer-se guiar pela razão, porque nesta reside a sua íntima natureza. Isso significa que o homem sábio deve evitar qualquer forma de paixão”.

Para Sêneca, há vantagem em ser espontâneo. Seguir a razão não significa tornar-se escravo da racionalidade; buscar o crescimento espiritual não significa desprezar o corpo. “Simplicidade, espontaneidade, presteza são qualidades do sapiente, ou seja, daquele que se aceita pelo que é. Ao contrário, a ansiedade, a artificialidade de comportamentos, o frenesi de viver sem descanso, o desejo de viajar sem destino são sintomas patológicos de uma personalidade que não aceita a própria natureza”.

Para Marco Aurélio, a fonte do bem está na máxima: Olha dentro de ti: aí se encontra a fonte do bem, sempre capaz de jorrar, se souberes sempre cavar em ti mesmo. “A filosofia consiste na reflexão sobre a existência, na indagação interior, na meditação sobre a vida. O lugar onde se vive e o papel social não têm a menor importância”.

Para Morus, quando todos trabalham, todos trabalham menos. Em sua ilha da Utopia, “Todos os cidadãos são iguais entre si, todos se revezam nos trabalhos de agricultura e artesanato, e o trabalho é dividido de tal forma que impede o surgimento de diferenças sociais”.

Para Hume, as escolhas morais fundam-se no sentimento. Os comportamentos dos indivíduos estão mais sujeitos ao sentimento do que à razão. “Na realidade, seguimos as regras de moralidade e de justiça não com base em deduções abstratas, mas segundo um sentimento específico da sua utilidade coletiva”.  

Para Kant, um comportamento pode ser considerado moral quando é universalizável. Por isso, a crença no imperativo categórico, ou seja, no comportamento que se prende a uma norma que ultrapassa o caso concreto, a utilidade ou o interesse pessoal.

Para Fichte, o dogmatismo ou idealismo depende do caráter do sujeito. A escolha não é feita segundo um convencimento racional, mas segundo as qualidades morais do sujeito. “quem é idealista, interiormente livre, professa o idealismo e vive em mundo efetivamente livre; quem é dogmático, ao contrário, acredita viver em mundo dominado pela necessidade objetiva somente porque, dentro de si, já é desprovido de amor pela liberdade”.

Para Schopenhauer, a única solução é esquecer que se existe. De acordo com o seu pensamento, a vontade de viver condiciona todos os aspectos da existência, produzindo alternadamente sofrimento e tédio. Para combater a vontade de viver, “aconselha o silêncio, o jejum, a castidade, a renúncia sistemática, a fuga temporária da realidade por meio da arte ou de práticas orientais de meditação”.

Fonte de Consulta

NICOLA, Ubaldo. Antologia Ilustrada de Filosofia: das Origens à Idade Moderna. Tradução de Margherita De Luca. São Paulo: Globo, 2005.

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