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05 dezembro 2012

Pré-história

pré-história é um conceito nebuloso. Ela procura compreender, no presente, os conjuntos de lugares, artefatos e paisagens do passado. Vale-se da escavação arqueológica, muitas vezes descrita como passar do conhecido ao desconhecido. Fundamenta-se na ausência de escrita. É muda e silenciosa. É a história sem palavras.

De acordo com Chris Gosden, a palavra "pré-história" foi usada pela primeira vez em 1832, mas só adquiriu uso corrente após a publicação, em 1865, de Prehistoric Times, de Sir John Lubbock. Acrescenta que este conceito tornou-se necessário por causa da expansão do universo imaginativo durante o século XIX e à revelação de espaços de tempos maiores para a história humana e biológica.

A pré-história tem relação com a visão de mundo: para os arqueólogos, os nossos antepassados surgiram há 6 milhões de anos; para os criacionistas somente a partir do "Gênesis" da Bíblia. O bispo Ussher, por exemplo, no final do século XVIII, estimou que a Terra fora criada em 4.004 a.C. A base empírica, porém, para escalas de tempos maiores veio-nos através dos geólogos e biólogos.

Para bem entendermos a pré-história, há necessidade estudá-la de forma empírica e filosófica. As escavações e as sondagens fornecem-nos informações seguras sobre o passado. O aspecto filosófico: como nos abrirmos ao modo de pensar dos antigos, que não tinham palavras para se expressarem? Como renunciar ao nosso mundo civilizado para absorver os horizontes de vida dos primeiros seres humanos?

A pré-história, nos tempos presentes, está bastante viva entre nós. Ela habita aqueles setores de nossa vida em que é difícil expressar em palavras, ou seja, a nossa relação com carros, computadores, lápis, papel etc.

Para mais informações, leia o livro Pré-história, de Chris Gosden, traduzido por Janaína Marcoantonio. Porto Alegre: L&PM, 2012. (Coleção L&PM POCKET; vol. 1057)  

 

04 julho 2008

Universo e Visão de Mundo

O Universo é o conjunto de tudo quanto existe, incluindo-se a Terra, os astros, as galáxias e toda a matéria disseminada no espaço. Diz-nos a Astronomia que o Universo é constituído de estrelas. As estrelas, reunidas em agrupamento de bilhões, formam as galáxias. As galáxias, acessíveis aos nossos telescópios, são em número de 10 bilhões, separadas entre si por distâncias da ordem de 1 milhão de anos-luz. Nosso sistema planetário está localizado numa dessas galáxias, a Via-Láctea, com 80.000 anos-luz de diâmetro e contendo de 150 a 200 bilhões de estrelas.

Durante milênios, em todas as culturas, o homem tentou decifrar os enigmas do Universo. Na antiguidade, os mitos sobrepujaram as explicações racionais. Para os babilônios, a Terra era como uma montanha oca rodeada pelo mar. Os Egípcios conceberam a Terra como se fosse um deus em atitude de repouso. Segundo o mito hindu, a Terra era sustentada por elefantes apoiados sobre uma tartaruga, encarnação de Vichnu que, por sua vez, repousava sobre uma cobra, símbolo da água. Segundo os maias, o mundo assentava-se sobre uma tartaruga nadando no mar.

Os gregos, nos os séculos que antecederam ao nascimento de Cristo, mesmo não possuindo ferramentas apropriadas para a comprovação científica, já imaginavam a Astronomia como uma ciência. Da interpretação mitológica passou-se à busca da regularidade das leis do Universo, chegando-se a admitir que o Sol, a Lua e os planetas moviam-se em círculos perfeitos ou epiciclos, ao redor de um ponto que, por sua vez, girava em órbita circular à volta da Terra.

Em 150 d.C., Ptolomeu deu início, de forma mais concreta, à análise científica do Universo. Ele desenvolve a teoria geocêntrica, ou seja, a Terra como centro do UNIVERSO. Em 1500, Copérnico apresentou um outro modelo, colocando o Sol no centro do Sistema, pois o movimento dos planetas poderia ser explicado mais facilmente. Em 1600, Johanes Kepler acabou por demonstrar que os planetas descrevem órbitas elípticas. Nesse ínterim, Galileu descobre a luneta. Em 1700, Newton formula a sua famosa teoria da gravitação universal. Nesse período surge o telescópio. No século XIX, Einstein descobre a teoria da relatividade.

Da invenção da luneta, segue-se a do telescópio até culminar com o telescópio espacial Hubble, construído em 1925. Este telescópio gigantesco tinha a incumbência de pesquisar a origem do universo e, por conseguinte, a origem da vida. O Brasil também tem um telescópio, o Soar (Southern Astrophisical Research Telescope), construído graças à parceria entre Brasil, Estados Unidos e Chile. Localiza-se em Cerro Pachón, nos Andes chilenos. Detalhe: enquanto o Hubble tem capacidade de observação no ultravioleta, o Soar tem capacidade para o infravermelho.

O aprendizado do Universo tem uma relação íntima com a visão de mundo alcançado pelo homem na Terra. Estando no meio de uma floresta, vê somente a si mesmo. Olhando para o alto, coloca a Terra como o centro do Universo. De posse de aparelhos de melhor precisão, coloca o Sol no centro do Universo, depois a galáxia, para descobrir, posteriormente, que o Universo não tem centro. Isso torna o ser humano mais humilde, induzindo-o, inclusive, a aceitar vida em outros planetas.

Se, em nossas dificuldades cotidianas, pudéssemos entrar em sintonia com as energias dessa harmonia celeste, quanta força não absorveríamos para cumprir com mais bravura os nossos deveres do cotidiano.

Fonte de Consulta

ENCICLOPÉDIA COMBI VISUAL. Barcelona: Ediciones Danae, 1974.