07 fevereiro 2012

A Beleza Segundo Alguns Filósofos

Para Platão, a beleza deve ser comparada ao amor, que se caracteriza pela insuficiência, ou seja, amamos algo que desejamos e não o temos. Da mesma forma que o amor, o filósofo não tem a beleza, mas a deseja, anela a sabedoria sem possuí-la. O amor é fundamentalmente uma necessidade que ainda não foi satisfeita, algo essencial para a própria completude da vida.

Para Plotino, a beleza é elevação da alma. Acha que a arte é o esplendor da inteligência, que transparece no sensível. A música, por exemplo, reproduz com sons o princípio da harmonia. Por meio da arte, a alma põe em movimento um processo de purificação, começa o caminho do retorno à divindade.

Para Kant, precisamos distinguir o sensório do prazer estético propriamente dito. O prazer estético baseia-se em juízos reflexionantes, ou seja, uma apreciação que não se refere diretamente ao objeto, mas à nossa subjetividade com relação ao mesmo. Apreciamos também tudo o que é desmedido, emocionante e assustador, como é caso de achar beleza na erupção de um vulcão, na potência de um furacão, na profundeza de um abismo etc.

Para Schelling, a arte é simultaneamente objeto concreto e produto do espírito. Há o ofício, a técnica (concreto), e a inspiração (imaterial e espiritual). O primeiro adquire-se pela experiência, o segundo, vem do inconsciente. A arte nasce dessa confluência entre o consciente e o inconsciente, o técnico e o inspirado, o discursivo e o intuitivo.

Para Nietzsche, a criação artística baseia-se na polaridade do espírito apolíneo e do espírito dionisíaco. O primeiro, baseado nas formas, exprime-se nas artes plásticas; o segundo, ilimitado, e que conduz o indivíduo à saída de si mesmo, só a música e o vinho podem dar. O artista apolíneo interpreta a vida inteira como se fosse um sonho; o dionisíaco vive, sem se deter para interpretar coisa alguma, como se estivesse em estado de embriaguez.

Fonte de Consulta

NICOLA, Ubaldo. Antologia Ilustrada de Filosofia: das Origens à Idade Moderna. Tradução de Margherita De Luca. São Paulo: Globo, 2005.

3 comentários:

Adina Worcman disse...

Vou ter que ler com mais calma, muita informação e cultura sobre um assunto que está na cara.
Vou ver se me encaixo em alguma destas informações filosóficas! Valeu!

Isabel Luz disse...

Ótimo post, obrigada! ❤

Isabel Luz disse...

Ótimo post, obrigada!!❤