10 fevereiro 2012

O Nascimento da Sociedade Segundo Alguns Filósofos

Para Campanella, tanto a família quanto a propriedade privada deveriam ser abolidas e substituídas por um ambiente de vida totalmente comunitário. Somente essas radicais reformas podem gerar um novo tipo de homem, superando o egoísmo e o individualismo.

Para Hobbes, no gênero humano, diferentemente de no animal, não existe sociabilidade instintiva. Entre os indivíduos não existe um amor natural, mas mistura de temor e necessidade recíprocos que, se não fosse disciplinada pelo Estado, originaria uma incontrolável sucessão de violências e excessos. Ao Estado cabe o papel de suprimir qualquer tentativa de fazer prevalecer o interesse pessoal.

Para Locke, há continuidade entre a condição natural-primitiva e a social-política do homem. “A formação de uma sociedade não deve ser pensada como um evento artificial, em oposição a um instinto solitário e natural do indivíduo, mas como o aperfeiçoamento de uma exigência fundamental de socialização presente mesmo nas civilizações mais atrasadas”.

Para Rousseau, o homem não nasce cativo, mas torna-se prisioneiro ao viver em sociedade. Ele defende a superioridade ética do homem selvagem. “Vivendo sozinho, sem possuir nada de seu e empenhado na cotidiana luta pela existência, em contato direto com a natureza, o homem primitivo não conhecia a mentira e a agressividade. Matava para alimentar-se, mas não tinha sequer noção de delito”. Acha que a maldade do homem moderno assenta-se na natureza artificial das relações sociais. Acrescenta que o nascimento da propriedade privada é a causa do egoísmo, da inveja e dos piores vícios.

Fonte de Consulta

NICOLA, Ubaldo. Antologia Ilustrada de Filosofia: das Origens à Idade Moderna. Tradução de Margherita De Luca. São Paulo: Globo, 2005.

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