17 fevereiro 2012

O Significado de Conhecer Segundo Alguns Filósofos

Para Platão, conhecer é buscar o que se ignora. Recorrendo à doutrina da reminiscência, diz que conhecer é, para a alma, lembrar o que já sabia antes de encarnar num corpo.

Para Aristóteles, a estrutura interna de cada coisa depende de seu fim. “Entre as quatro causas possíveis, identificáveis como a origem de qualquer coisa, destaca-se pela importância a causa final: aquilo que, em última análise, faz as coisas serem como são é a finalidade para a qual nasceram”.  

Para Cusa, conhecer é estabelecer uma proporção entre o conhecido e o desconhecido, entre o que se conhece e o que se vai conhecer. Por isso, “o processo de acréscimo do conhecimento deve ser lento e gradual; os objetivos de qualquer investigação cognitiva não podem ultrapassar muito o nível atual dos conhecimentos”.

Para Bacon, devemos estudar os erros para evitá-los. “O engano muitas vezes é decorrência da presença, no intelecto humano, de uma série de ídolos, ou seja, de crenças inconscientes, suposições, prejulgamentos e preconceitos que condicionam a aquisição do novo saber”.

Para Kant, o ato cognitivo não é uma adequação da mente ao objeto conhecido. São os esquemas mentais, que funcionam como filtros, já presentes na mente que determinam o que podemos conhecer do objeto. Assim, “no centro da filosofia do conhecimento devem ser postas essas formas a priori da mente, universais e necessárias”.

Para Fichte, cada Eu se põe a si mesmo. O inteiro sistema do saber funda-se em um ato de espontânea, intuitiva e incondicionada autocriação do sujeito pensante. “A validade de um ato cognitivo não depende mais de uma presumida correspondência entre o objeto pensado e o objeto pensante, mas funda-se numa atividade totalmente interior do sujeito e independente do mundo”.

Fonte de Consulta

NICOLA, Ubaldo. Antologia Ilustrada de Filosofia: das Origens à Idade Moderna. Tradução de Margherita De Luca. São Paulo: Globo, 2005.

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