03 fevereiro 2012

A Existência da Verdade Segundo Alguns Filósofos

Para Parmênides e Zenão, a verdade é o resultado de uma viagem. Esta começa nas casas da Noite, bairro da cidade de Eléia, cuja simbologia representa o homem que se deixa levar pelos sentidos, e termina nas portas do tempo, onde Parmênides recebe, diretamente da boca da deusa Necessidade, a doutrina do Ser, ideia básica de sua filosofia. Esta metáfora mostra que a verdade não é alcançável para todos, mas somente para aqueles que fazem esforços.

Para Protágoras, não há uma verdade objetiva válida. Contudo, sustentava a necessidade do estudo e da educação, pois não havendo proposições verdadeiras em absoluto, deve-se saber diferenciar entre as opiniões melhores e piores, mais ou menos úteis ao indivíduo e à sociedade.

Para Górgias, o problema da verdade resumia-se nas suas três teses: 1) nada existe; 2) se algo existisse não poderia ser pensado; 3) se algo existisse e pudesse ser pensado, não poderia, de qualquer maneira, ser explicado. Como acreditava nessas teses, era capaz de inventar argumentos que provavam a tese contrária, transformando o verdadeiro em falso e vice-versa. Era como se dissesse que não havia uma verdade absoluta, mas somente opiniões; não existe um logos, somente retórica, persuasão,

Para Sócrates, a filosofia não ensina a verdade, mas ajuda o individuo a descobri-la sozinho. Não oferece soluções, mas um método para raciocinar a partir de si mesmo. A verdade é uma conquista pessoal e a educação é sempre auto-educação, um processo de amadurecimento interior que pode ser estimulado, mas não provocado, a partir do exterior.

Para Pirro, é impossível chegar a qualquer juízo inopinável, universal, indiscutível. Partindo da universal incerteza que envolve a natureza humana, admitia que nenhuma proposição pode ser afirmada sem que haja provas de proposição contrária. Assim, não ter opiniões é a única atitude correta que o filósofo deveria assumir.

Fonte de Consulta

NICOLA, Ubaldo. Antologia Ilustrada de Filosofia: das Origens à Idade Moderna. Tradução de Margherita De Luca. São Paulo: Globo, 2005.

Nenhum comentário: