21 outubro 2005

Nova Era



O modo de atuar e de refletir da humanidade segue as linhas do paradigma estabelecido num determinado período de tempo. Assim, para que haja uma mudança no modo de pensar do ser humano, este deve romper com o modelo antigo, caso contrário ficará escravo do passado.

De acordo com a astrologia, o planeta Terra está saindo da era de peixes e entrando na do aquário, considerada como a era da harmonia humana, de compreensão mútua e de desenvolvimento espiritual. Na mesma linha de pensamento, os esotéricos, os ocultistas e os religiosos de um modo geral acham que o ser humano, inserido no terceiro milênio, estará adquirindo o conhecimento das intuições espirituais, da psicologia do eu, da proeminência do bem sobre o mal.

Tomas Kuhn, cientista, historiador e filósofo, em a Estrutura das Revoluções Científicas, 1962, introduz-nos a ideia da mudança de paradigma nos seguintes termos: é uma nova maneira de pensar acerca de novos problemas; pode ser um princípio que estava presente o tempo inteiro sem que fosse de nosso conhecimento; não se pode acolher o novo paradigma a não ser que se abandone o antigo; novos paradigmas são recebidos quase sempre com hostilidade (como o foram, por exemplo, os de Galileu, Copérnico, Pasteur...)

O que significa a palavra paradigma? Para Kuhn, paradigmas (do grego, paradeigma) são realizações científicas universalmente reconhecidas que, durante um período de tempo, fornecem problemas e soluções modelares para uma comunidade de praticantes da ciência. Paradigma significa um esquema modelar para descrição, explicação e compreensão da realidade. É muito mais que uma teoria, pois implica uma estrutura que gera teorias, produzindo pensamentos e explicações e representado um sistema de aprender a aprender que determina todo o nosso futuro de aprendizagem.

A opção pelo sagrado ou religioso tem lugar de destaque na nova era. A religião não será apenas histórica ou dogmática, mas aquela em que o crente se apresenta como um perscrutador das coisas do espírito. O ser da nova era estará muito mais interessado em ser religioso do que ter uma religião. A opção pelo místico, pelo transcendental fará com que o indivíduo, embora vivendo neste mundo, não o seja daqui, pois estará se aprofundado no mais autêntico clima de vivência religiosa: a integração plena com os preceitos divinos do amor, da justiça e da caridade.

Para que possamos vivenciar plenamente os tempos da nova era, forçoso nos é adquirir as virtudes da paciência, da humildade e da mansuetude. Sem estas poderemos sucumbir ao peso das grandes responsabilidades.

Fonte:

RAEPER, W. e SMITH, L. Introdução ao Estudo das Idéias: Religião e Filosofia no Passado e no Presente. São Paulo, Loyola, 1997.


São Paulo, 28/05/2001

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