23 março 2011

Concepção de Mundo: Os Gregos e o Cristianismo

Em linhas gerais, o conhecimento filosófico surgiu na Grécia como oposição ao conhecimento mitológico e religioso. Segundo aqueles pensadores, o conhecimento deveria ser construído através da razão, através da inquirição da natureza e não simplesmente pelo relato de uma história fantástica.

A filosofia e a religião são duas formas diferentes de explicar o mundo. A filosofia baseia-se na razão, a religião na fé. O cristianismo é uma religião e, como tal, baseia-se na fé. A filosofia tenta compreender o mundo dentro dos limites da razão. Nesse sentido, o âmbito da fé está no sobrenatural; o a filosofia, no natural. Santo Tomás de Aquino já nos dizia que mesmo de natureza distinta, fé e razão mantêm, desde tempos remotos, uma profunda ligação.

Para os gregos, o mundo é o cosmos, algo ordenado, em que as coisas se repetem, tal como o Sol que aparece todos os dias. Esta ordenação se opõe ao caos, que seria a desordem. Nessa concepção, o tempo é circular, ou seja, supõe-se um eterno retorno do que existe. Nega, assim, a criação do mundo pelo cristianismo, que pressupõe um Deus criador.

A concepção de mundo no cristianismo não é captada simplesmente pela razão. É fruto de uma revelação. Deus revelou o mundo, criou-o a partir do nada (ex-nihilo). É a partir daí que o tempo (linear) começou a ser contado, a existir, concepção esta que permanece nos dias atuais. Para o pensamento grego, porém, do nada, nada sai.

O mundo, segundo o cristianismo, foi criado para servir de morada ao ser humano, que deve fazer a sua caminhada evolutiva, desde a sua criação, à imagem e semelhança de Deus, até o final, que é o advento do reino de Deus. E tudo isso deve ser feito segundo os ensinamentos de seu Filho, Jesus.

Fonte de Consulta

TEMÁTICA BARSA. Rio de Janeiro, Barsa Planeta, 2005. (Filosofia)

2 comentários:

Anônimo disse...

Aí vai uma pequena contribuição ao entendimento. Séculos de história em alguns poucos minutos http://www.youtube.com/watch?v=F53HLAf5d1A&feature=feedlik

Ivani Medina disse...

“A verdade histórica é a mais ideológica de todas as verdades científicas [...]Os termos de subjetivo e de objetivo já não significam nada de preciso desde o triunfo da consciência aberta [...]. A verdade histórica não é uma verdade subjetiva, mas sim uma verdade ideológica, ligada a um conhecimento partidário”. (ARON cit. por Marrou, s/ data, p. 269)

Se a fé nunca dependeu da história, porque fazem tanta questão desta última? Por que insistem em preservar essa bruma que envolve os primeiros séculos do cristianismo? Não devia ser assim. No entanto, quando fazemos uma aproximação dos fatos com fatos e não com ideias, é possível outra conclusão.

http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/paguei-pra-ver