16 março 2011

Ativo ou Reativo?

Por que a opinião de outra pessoa é mais importante do que a nossa? Isso acontece porque o nosso comportamento é mais reativo do que ativo. De maneira geral, somos muito sensíveis ao que a outra pessoa pensa de nós. Esta maneira de agir está correta? A outra pessoa tem capacidade de penetrar em nossos sentimentos, em nosso modo de ver o mundo? Pensemos sobre este assunto.

Quando damos mais importância à opinião alheia é porque não estamos usando a nossa autonomia de pensar. Estamos mais preocupados em agradar, em fazer os outros felizes. É correto? E se o outro está nos espezinhando, nos fazendo passar vergonha, será que deveríamos nos portar como vítimas? Lembremo-nos de que o indivíduo inteligente é avaliado pelo modo como escolhe a sua reação em circunstâncias antagônicas, tais como, desavenças e conflitos.

Observe o seguinte: “Ele (marido) deve obedecer porque ela (esposa) ganha mais do que ele”. Será que essa atitude é de fundamental importância no relacionamento entre as pessoas? O dinheiro é que valoriza o relacionamento ou é o respeito mútuo que deve prevalecer? Quando damos muito valor ao dinheiro, acabamos transformando as pessoas em números, em cifras, em que tudo o mais gira em torno dele.

Somos tratados como os outros nos veem. Ao nos mostrarmos bondosos, prestativos e sempre dispostos a ajudar, o outro pode tomar essa postura como fraqueza e começar a ver-nos como escravos, como seus dependentes, e que podem fazer de nós o que bem entenderem. Quando isso ocorrer, é preciso dar um basta: “Arreganhe os olhos e faze cessar a brincadeira”.

George Bernard Shaw dizia: “As pessoas sempre culpam as circunstâncias por aquilo que são. Eu não acredito em circunstância. Quem se sai bem neste mundo são as pessoas que saem à procura das circunstâncias que desejam, e, se não as encontram, criam-nas”. Nesse caso, é a atividade e não a reatividade que deve comandar as nossas ações. Quantas vezes dizemos sim, quando gostaríamos de dizer não?

Somos donos de nosso pensamento. Através da lógica podemos combater o mito do não-controle das emoções. O pensamento, por sua vez, deve sempre melhorar, progredir, para libertar-nos da escravidão. Por isso, devemos combater qualquer tipo de paralisia, em virtude do remorso, da ira, do ciúme. Produzamos o máximo dos minutos que nos são oferecidos em cada dia, e estejamos inteiros naquilo que estivermos fazendo.

Ouçamos a opinião alheia, reparemos em nós o que acharmos de errado, mas não nos tornemos dependentes dela. Sejamos sempre ativos.

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