04 março 2011

Dez Notas sobre o Contraste entre Aparência e Realidade

1) Figuras ambíguas: cálice ou dois rostos? Pato ou coelho? Velha ou moça?

2) Uma pessoa vai caminhando, vê distante um vulto, e julga ser uma árvore. Chegando perto, percebe que é uma rocha. Pronto, desfez-se a sua ilusão.

3) A mente tem duas facetas: iluminação e ilusão. A iluminação é o estado da mente pura. Suas experiências são autênticas, ou seja, sem ilusão. A ilusão é o estado da mente impura, que está condicionada pelas ilusões.

4) Véus da mente: 1) véu da ignorância; 2) véu do apego dualista em termos de sujeito e objeto; 3) véu das aflições mentais.

5) Tolerância flexível. Vejo, admito, mas mudo-o para a minha conveniência.

6) Descartes advertiu que o preconceito e a precipitação, dois vícios comuns da humanidade, prejudicam o juízo e impedem a descoberta da verdade.

7) Exigência de ser altruísta. É mais aparência do que realidade. De onde vem? É intrínseca ou extrínseca? Por que temos de ser altruísta? Tradição ou apelo instintivo do nosso ser imortal?

8) Ajudar os outros. É uma armadilha inventada. Primeiramente temos que descobrir o que é realmente útil aos outros. Tentemos ser alguém para ele. Para transformar os outros, transforme-se primeiro a si mesmo.

9) Admitir que a outra pessoa é tão amadurecida e sensata quanto parece na superfície. O sorriso de uma pessoa não garante que ela seja feliz. É possível que esteja encobrindo uma dor muito grande.

10) Deem-me fatos; não teorias. Cada um vê o fato à sua maneira. Observe o planeta terra. Para o astrônomo, é um planeta a gravitar em torno do Sol; para o guerreiro, é um campo de luta; para o sociólogo, é o reduto das raças diversas; para os benfeitores do espaço, valiosa arena de serviço espiritual.

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