15 julho 2013

Galilei, Galileu

“A astronomia compele a alma a olhar para o alto e nos transporta deste mundo para outro.”
 (Platão)

Galileu Galilei (1564-1642) nasceu em Pisa e estudou em Florença. Tornou-se célebre como astrônomo, tendo sido inventor do primeiro telescópio. Entrou em choque com a Inquisição. Conseguiu escapar à morte prometendo não pregar que o Sol era o centro do Universo.

O grande pioneiro da astronomia telescópica foi Galileu. Contrariando a suposição de um Céu perfeito e harmônico, mostrou que a superfície da Lua era marcada por crateras e montanhas, não uma esfera plana, polida. Descobriu que Júpiter era orbitado por quatro luas, hoje conhecidas como satélites galileanos. Descobriu ainda que Vênus tem fases, prova de que orbita o Sol. Vislumbrou os anéis de Saturno.

Galileu permanece na história como um divisor de águas no pensamento científico, tanto por suas descobertas como por ter lançado as bases de uma nova metodologia científica. Observe que a partir do século XVI, o progresso científico retoma o seu vigor, fornecendo às ciências a conciliação entre a teoria e a experimentação. Com Galileu, além da observação e da criação de modelos, acrescentou a organização da experiência e o desenvolvimento de aparelhos. Os instrumentos foram os grandes auxiliares no desenvolvimento de todas as ciências.

Depois de pedir licença ao papa para escrever uma obra de comparação entre os dois sistemas do mundo, Galileu a publica, em 1632, com o seguinte título: Dialogo sopra i due massimi del mundo (Diálogo sobre os dois máximos sistemas do mundo), em que confronta os sistemas ptolomaico e coperniciano. Dando ênfase ao segundo, causou grande celeuma. Os opositores de Galileu denunciaram a obra como contrária às Escrituras. Intimado pelo Santo Ofício, ou seja, a Inquisição, abjurou para evitar uma condenação maior.

Durante os 20 dias do processo, Galileu pouco se defendeu. Foi levado perante o tribunal e, de joelhos, pronunciou a abjuração da sua doutrina. Pretende a tradição que ao levantar-se, Galileu bateu com o pé no chão, exclamando: E pur, si muove! (E todavia, move-se!). Morreu cego, sob os olhos vigilantes da Inquisição.

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