06 janeiro 2012

Memória: Monolítica e Múltipla


De acordo com Foster, em Memória, deveríamos usar o termo memórias e não simplesmente memória. Isso porque, descobriu-se, através de variadas pesquisas, que a memória é uma entidade com múltiplos componentes (em vez de ser monolítica).

Esses estudos não modificaram em nada a estrutura funcional do ato de lembrar, que se baseia em codificar, armazenar e recuperar. Na codificação, a pessoa recebe as informações; no armazenamento, ela retém as informações; na recuperação, ela acessa o que foi armazenado. Havendo bloqueio de um ou mais desses três componentes, a memória pode falhar.

Na década de 1960, Atkinson e Shiffrin elaboraram o modelo modal.



Este modelo ofereceu uma estrutura heurística útil para a compreensão da memória.

Em linhas gerais, eles consideravam que as informações eram, primeiramente, mantidas transitoriamente em memórias sensoriais. Uma vez selecionadas, eram transferidas para o depósito de curto prazo. Uma quantidade menor, depois, ia para o depósito de memória de longo prazo.

Resumindo: se uma informação passar pelas nossas sensações e não houver nenhum interesse, ela se perde imediatamente. Havendo algum interesse, ela vai para o depósito de curto prazo. Empregando técnicas de memorização, elas podem permanecer mais tempo, indo se alojar no depósito de longo prazo.

Fonte de Consulta: FOSTER, Jonathan K. Memória. Tradução de Camila Werner. Porto Alegre: L&PM, 2011. (Coleção L&PM POCKET; v. 977), capítulo 2. 

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