14 outubro 2011

Profundidade e Pseudoprofundidade

Profundidade é a distância que existe entre a superfície e o fundo. Figuradamente, caráter do que não é superficial, o que se vai ao fundo, à essência. Pode ser, também, algo difícil de se entender; complexidade. Em filosofia, é sobretudo uma metáfora para indicar a quantidade de pensamento que um discurso pode conter ou suscitar. Pode-se dizer que aprofundar algo é ir além das aparências.

Toda filosofia exige um certo grau de profundidade. Para irmos além do lugar comum e dos preconceitos que estão engendrados na sociedade, precisamos cavar um pouco mais. Observe as redes sociais: na sua maioria, os 800 milhões de usuários do Facebook tratam mais de questões corriqueiras do que qualquer outro assunto.

Onde entra a pseudoprofundidade? Principalmente, nas declarações que fazemos parecer profunda, mas não são. Onde podemos encontrar esses discursos enganosos?

1) Nas pessoas que falam por paradoxos. 
Exemplos:
  • Conhecimento é só mais um tipo de ignorância.
  • Mexer-se deixa você parado no mesmo lugar.
  • O caminho da virtude deve passar primeiro pelo vício.
2) Nas pessoas que tentam imprimir metáforas
Exemplos:
  • Ao nascer, somos todos crianças;
  • Todos somos iguais perante Deus.
3) Nas pessoas que fazem perguntas retóricas, deixando-as no ar.
Exemplos:
  • Os seres humanos serão um dia realmente felizes?
  • Podemos chegar a conhecer a nós mesmos?
Fonte: WARBURTON, Nigel. Pensamento Crítico de A a Z: Uma Introdução Filosófica. Tradução de Eduardo Francisco Alves. Rio de Janeiro: José Olympio, 2011.

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