13 novembro 2013

Pensamento Helenístico

O helenismo ganha força a partir das expedições de Alexandre Magno ao Oriente que, após realizar grandes conquistas, põe em cheque o status quo da Pólis (Cidade-Estado). O ideal da Pólis é substituído pela ideal “cosmopolita”, em que o mundo inteiro é uma Pólis e não somente a Cidade-Estado.  O homem-citadino perde a sua capacidade de intervenção na vida política e é substituído pelo homem-indivíduo, aquele que cuida apenas da vida privada, apenas de si mesmo.  

As filosofias platônicas e aristotélicas tornaram-se desatualizadas. A exceção estava na filosofia socrática, que incentiva o ser humano a voltar-se para si mesmo. Exigiam-se novas filosofias, as quais deveriam ter um cunho prático. Estas, ao se formarem, difundiram-se em vários lugares, transformando-se em cultura helenística. O centro da cultura passou de Atenas para Alexandria. O epicurismo, o estoicismo e o ceticismo surgem dentro desse novo contexto.

Para Epicuro (341-270 a.C.), materialista e fundador do epicurismo, não existe nem imortalidade nem um “mais além”. A morte do indivíduo é morte do corpo e da alma. Apesar do seu materialismo, pregava que não se devia temer a morte. O importante é a vida, que se fundamenta na busca do prazer, não do prazer hedonista. O ideal é alcançar a ataraxia —  “a tranquilidade do espírito que evita cair na dor decorrente da carência ou do excesso de prazeres — e a autarquia — auto-suficiência, não depender de nada a não ser de si mesmo, encontrar satisfação com pouco, uma vez que o desejo de abundância nos torna dependentes do objeto”.

Zenão de Cicia (335-264 a.C.) foi o fundador do estoicismo. Para o estoicismo, o mundo é regido por uma lei universal, o logos, a razão. O ser humano, sendo parte desse mundo, deve se submeter à lei universal. A vida, de acordo com a razão, é a vida do sábio, mas também do virtuoso. Em virtude dessa lei, que é inexorável, o sábio só pode aspirar à ataraxia, ou seja, à serenidade e imperturbabilidade do espírito.

Pirro de Élida (365-275 a.C.) é o iniciador do ceticismo. A tranqüilidade de espírito aqui está na recusa de qualquer doutrina, pois ele considera que a razão não pode penetrar na essência das coisas e prega a dúvida diante de todas as questões. Pirro diz: já que nada sabemos com certeza sobre as coisas do mundo, tudo deve nos deixar em absoluta indiferença — e que nada perturbe nosso espírito. Esta é a sua ataraxia.

Fonte de Consulta

Temática Barsa - Filosofia 

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