05 agosto 2011

Cérebro e Pensamento

"Um cérebro bem nutrido produz pensamentos robustos."

Para que o cérebro esteja sempre leve, plástico e maleável, ele precisa de novidade, dificuldade, regularidade e, também, de bons alimentos. Pense em algo rotineiro: que tipo de sensação advém? Que tal coisa é simples; que somos levados a ajustar nosso comportamento ao mais prático, àquilo que não exige muito esforço. A coisa difícil requer mais tempo, mais dedicação do intelecto, do pensamento.

Sem uma boa dose de motivação, o cérebro tem muita dificuldade de experimentar o novo. Como, porém, ter motivação, se nossas emoções são negativas, se estamos cheios de ódio no coração? Urge renovarmos o nosso interior, as nossas atitudes e os nossos comportamentos. Faltando motivação, o cérebro enfraquece e estiola. O cérebro precisa de dificuldade, mas não tão exagerada, porque pode se transformar em desânimo, que nos leva à angústia e ao estresse.

Suponha uma pessoa tentando preparar uma palestra, com informações excessivamente mais difíceis do que a sua capacidade de expor. O que pode acontecer? Ele pode pesquisar, anotar dados e dispor tudo numa transparência de PowerPoint. No fundo, entretanto, o assunto não foi aclimatado em sua personalidade, em seu caráter. Procede como o papagaio que recita o que os outros lhe disseram. O seu cérebro não está recebendo a dose correta para o seu perfeito desenvolvimento.

O cérebro não tem necessidade de muita informação. Para ele, o que vale é a justa medida, aquela que fornece matéria prima para o seu dono, o espírito, se expressar. O cérebro é um meio, uma ferramenta de trabalho, por onde o Espírito se comunica, entra em contato com os demais seres humanos. Um cérebro oco, sem conteúdo, comunicará nada mais do que a aquilo que possui em si mesmo, que são os pensamentos superficiais, pensamentos fracos ou inautênticos, como diriam os filósofos.

Se, mesmo com pouca informação, o alimentarmos com dificuldade, com regularidade, ele vai se fortalecendo para, em pouco tempo, produzir frutos a cento por um. Observe as pessoas de idade que estão envoltas com atividades lúdicas, leitura, conversações, estudos e cursos. Elas alimentam o cérebro e retardam o aparecimento dos problemas neurodegenerativos.

Ofereçamos sempre dificuldade ao nosso cérebro. A resolução de problemas tem a sua compensação: felicidade de percebermos que somos capazes de muitas coisas nesta vida.

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