11 abril 2018

Teologia

Teologia. Vem  de Θεός” palavra grega que significa "Deus", e “λόγος”, logia (estudo de). Significa o estudo sistemático e racional da religião e suas influências. Diz-se, também, Ciência da religião, das coisas divinas. Esta palavra passou, por simples transposição, do grego e do latim para as línguas modernas. A partir do século XII, ela se fixou, nas escolas católicas, com o sentido atual: disciplina em que se encontram interpretadas, elaboradas e ordenadas num corpo de conhecimentos, a partir da Revelação e à sua luz, as verdades da religião cristã.

Na Grécia antiga, o termo "teologia" assumiu três significados: 1) mitológico (discurso entre o mito e o logos); 2) filosófico-cosmológico (a partir de Aristóteles, a teologia seria a “filosofia primeira” ou metafísica); cultual público (o que se diz dos deuses no culto oficial).

Em termos cristãos, Agostinho de Hipona (354-430) foi o primeiro teólogo latino a estudar o assunto. Seus escritos sobre o livre-arbítrio e o pecado original tiveram grande influência na cristandade ocidental. Para ele, o equivalente latino, teologia, é o "raciocínio ou discussão a respeito da Divindade". Alberto Magno (1193/1206-1280), padroeiro dos teólogos católicos romanos, exerceu grande influência, pois afirma que há uma interconexão de saberes filosóficos, etnográficos, históricos, espirituais etc., para ajudar a compreender qualquer tema religioso. S. Tomás também teve a sua participação. Para ele, a teologia é uma consideração das verdades, feita de modo racional e científico, tendente a proporcionar ao espírito do homem crente certa inteligência dessas verdades.

Na alta Idade Média, predominava o lema philosophia ancilla theologiae, ou seja, a filosofia era tratada como serva da teologia. Sendo a teologia a "Rainha das Ciências", todas as outras ciências, tais como, a psicologia e a filosofia, existiam apenas para ajudar o pensamento teológico. Observe os debates intermináveis na época da Escolástica.

Presentemente, a teologia abrange a dogmática (que define e demonstra as verdades a crer), a ascética (que descreve as paixões, os vícios e as virtude que se coadunam com os preceitos evangélicos), a mística (que expõe o modo como a alma se une a Deus), a positiva (que se consagra ao testemunho direto das Escrituras dos Padres e dos concílios), a escolástica (que se reduz ao sistema científico da fé, aplicando-lhes a razão filosófica); a litúrgica (que explica as fórmulas de orações e as cerimônias do culto) e a paranética (que se ocupa das prédicas).

Na filosofia, temos: 1) teologia filosófica, ou seja, a teologia racional ou natural, Ciência de Deus à luz natural da razão. Parte da metafísica que estuda a existência e os atributos de Deus na sua qualidade de ser Absoluto e Infinito. 2) Bunge, em seu Dicionário de Filosofia, acha que por não haver outros materiais além dos da compatibilidade com as escrituras canônicas, e como qualquer texto não científico pode ser interpretado de maneiras alternativas, há mais teologias do que religiões.

Teologia e espiritualidade. Antes, os santos costumavam ser teólogos e os teólogos costumavam ser santos. A teologia sem espiritualidade é vazia, espiritualidade sem teologia é cega. Nas palavras de Albert Einstein: “A religião sem a ciência é cega, e a ciência sem religião é manca.”

Fonte de Consulta
Dicionários e Enciclopédias

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