14 agosto 2013

Hábitos

Podemos adquirir o hábito de pensar bem ou pensar mal. Fomos ensinados, desde tenra idade, a pensar mal, a desconfiar de estranhos, a ter cuidado com o nosso semelhante. E se todos nós adquiríssemos o hábito de pensar bem dos outros, a confiar nos outros? Qual o resultado dessa atitude, dessa mudança comportamental? 

Analisemos a seguinte questão: o que devo fazer? É uma pergunta que, naquele momento, estamos transferindo a responsabilidade para outra pessoa. Se precisarmos de uma indicação de um profissional para determinado tipo de trabalho, tudo bem. Mas, quando fazemos essa pergunta, deixando-nos guiar por sua resposta, estamos transferindo a culpa para terceiros, caso aquilo dê errado. O outro é uma espécie de "bode expiatório". A culpa é do outro e não nossa.

Suponha que estejamos sempre tristes, sempre reclamando da vida, sempre falando mal de outras pessoas. Quem vai querer ficar perto de alguém que é um exemplo vivo de infelicidade e tristeza? Se nos acostumarmos às queixas, fracassaremos sempre. Se todos confiassem no Poder Interior, todos trabalhariam para um bem comum. Quando tristes e infelizes, repitamos a frase: “Sou infeliz apenas porque tenho o hábito de me tornar. Vou romper o hábito da infelicidade.” Pondo em prática tal atitude, a infelicidade, as preocupações e o medo deixam de existir para nós.

Há um caso interessante. Um jovem tinha vontade de ser pianista, mas os pais queriam que fosse homem de negócios. Os pais fizeram um trato com ele: estudaria música durante dois anos; ao término, seria avaliado por um especialista. Caso fosse reprovado, entraria no ramo dos negócios. Depois de avaliado e reprovado, cometeu o suicídio. Se tivesse a convicção de ser pianista, não pediria recursos financeiros ao pai e não concordaria que fosse avaliado por um perito.

Nossa mente íntima tem capacidade que não imaginamos. Urge buscarmos essa luz interior, a fima de sairmos das trevas em que nos encontramos

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