27 outubro 2010

Alguns Existencialistas: Pequeno Resumo

Soren Aabye Kierkegaard (1813-1855), filósofo e escritor dinamarquês, Martin Heidegger (1990-1976), filósofo alemão, discípulo de Husserl, Jean-Paul Sartre (1905-1980), filósofo e escritor francês, Gabriel Marcel (1809-1973), filósofo, jornalista e dramaturgo francês e Maurice Mearleau-Ponty (1908-1961), filósofo francês, são os principais representantes do corrente filosófica denominada existencialismo.

Para Kierkegaard, o homem é um ser que se caracteriza pelo desespero que se origina das contradições de sua existência e de sua distância de Deus: “O homem é uma síntese de infinito e finito, de temporal e eterno, de liberdade e necessidade” (Desespero Humano). Argumenta que o desespero surge em qualquer nível (ético, estético e religioso) da consciência.

Para Heidegger, a existência só pode ser compreendida a partir da análise do Dasein (o ser-aí). O ser humano tem, assim, duas alternativas: realizar-se na existência autêntica ou perder-se na existência inautêntica. Como se encontra jogado no mundo à sua revelia, está sempre à mercê do medo e da angústia. Mesmo assim é capaz de verdade, quer dizer, de desvelar ou revelar a si mesmo a temporalidade essencial de sua existência, de ser-para-a-morte. Ou seja, a angústia que revela a temporalidade e a mortalidade do Dasein, permite, assim mesmo, o acesso à existência autêntica.

Para Sartre, a náusea é o ponto de partida da filosofia existencialista. Procura demonstrar que o Ego não está na consciência mas no exterior, no mundo, onde encontra o seu lugar de existência. No mundo, o ego aparece em “perigo”. O cogito, porém, surge ofuscado pela inquietude da “facticidade”. Mesmo “estilhaçado”, o cogito se abre à liberdade, pois existir é superar a existência em direção à impossível essência, mas esse movimento é também transcendência.

Para Gabriel Marcel, o mistério forma a dimensão metafísica do ser e dá um sentido à fé e à liberdade. A sua filosofia é mais discursiva do que sistemática: prefere a reflexão às simples conclusões tiradas. Acredita na pessoa humana, não como mero expectador, mas como participante ativo da vida e do mundo. Dizia-se socrático e questionador mais do que existencialista (não gostava que o chamassem de existencialista). A noção de transcendência é a única diferença de suas teses com a dos existencialistas.

Para Mearleau-Ponty, a fenomenologia “recoloca as essências na existência e não pensa ser possível compreender o homem e o mundo de outro modo senão a partir de sua facticidade”. Filósofo do vivido, mostra que, para o filósofo, não pode existir lugar definitivo (Igreja, partido) da verdade, na medida em que o refúgio ou abrigo num tal lugar esqueceria a dimensão histórica do vivido.

Fonte: Enciclopédias

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