18 junho 2011

Sócrates e a Morte

“Condenável não é a sentença, mas a vontade perversa que a inspira”.

Por desrespeitar os deuses gregos e incitar os jovens à desobediência, Sócrates fora preso e condenado a beber cicuta. Os amigos poderiam libertá-lo. Não o quis. Por quê? Quis dar o exemplo de obediência ao seu daimon, o seu deus interior.

Para Sócrates, o filósofo deseja morrer. A sua tese: a morte é um bem. Sócrates supunha duas alternativas para a morte: o nada e a transmigração da alma. Sendo nada, uma espécie de sono profundo, ela é preferível à vida. Se a morte, porém, é a passagem da alma para o além-túmulo, é uma grande oportunidade para encontrar homens ilustres, e continuar aprendendo com eles.
Afirma que a tranquilidade interior do homem honesto é superior à morte. Acha que cada acontecimento, inclusive a condenação à morte, tem uma razão de ser. Ele diz que mesmo o que aconteceu com ele não aconteceu por acaso, achando que morrer naquela circunstância era livrar-se de todas as suas fadigas. Como não recebeu nenhum sinal divino que o detivesse, a morte era o maior dos bens.

“Mas é chegada a hora de partir: eu para a morte e vós para a vida. Quem de nós se encontra para o melhor destino, todos nós ignoramos, exceto o deus”. Somente Deus conhece a verdade.

Fonte de consulta

NICOLA, Ubaldo. Antologia Ilustrada de Filosofia: das Origens à Idade Moderna. Tradução de Margherita De Luca. São Paulo: Globo, 2005.

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