13 março 2009

Imaginação e Ação

"Vaguear em meio a elementos não-essenciais é comparável ao indivíduo que cai em um poço e lá fica sentado a imaginar qual o pé que escorregou primeiro, o direito ou o esquerdo. Tem de pensar na maneira de sair dali".

Os grandes pensadores da humanidade estão sempre nos exortando a mudar a nossa maneira de pensar, de imaginar o mundo, pois este é reflexo da maneira como o vemos. Eles falam: "Mude a sua atitude", "Mude o seu comportamento", "Mude a sua convicção". Eles sabem que não somos uma ilha e, qualquer mudança que fizermos em nosso comportamento, realinharemos todas as nossas condutas posteriores.

Mudar o estado mental exige esforços constantes. Se não tivermos confiança em nós, quem a terá? Se não tivermos coragem de enfrentar as lutas, quem o fará por nós? O individuo maduro quer o seu espírito voltado para o futuro. Seu principal interesse está em prever possibilidades. Dirigirá a vitalidade do espírito no sentido de moldar o mundo em formas mais apropriadas.

Escreveu Cícero, o antigo estadista romano: "Obedeço à natureza, como o guia mais seguro". Aprendamos, assim, a desafiar cada situação que nos incomoda. Aprendamos a combater a nosso favor mas nunca contra nós seja o que for. A natureza humana funciona melhor quando somos ativos. Quando expandimos os nossos interesses e conhecimentos, adquirimos certo sentimento de satisfação: quando os limitamos, sentimo-nos menos satisfeitos.

Rollo May, em A Busca do Homem para si Mesmo, sugere que nos coloquemos mentalmente no topo de uma montanha, e contemplemos a nossa vida dessa perspectiva ampla e ilimitada. Daí, diz ele: "Adquire-se o sentido de direção pela vista do alto do pico e esboça-se um mapa mental que serve de orientação durante semanas... ter tido tais vislumbres proporciona base de significação e direção para todas as nossas ações posteriores".

Em Segredos da Magia Mental, Howard Vernon, diz-nos que não é nunca o nosso dever: 1) darmos o que na verdade não desejamos dar; 2) sacrificarmos a nossa integridade pessoal a favor de outrem; 3) fazermos mais do que tenhamos tempo para realizar; 4) conservarmos relações desleais; 5) conformarmo-nos com pedidos desarrazoados; 6) procurarmos agradar a quem é desagradável; 7) suportarmos o ônus do mau comportamento de outrem; 8) desculparmo-nos por sermos o que somos.

Rebelemo-nos, assim, contra o nosso espírito negativo e criemos imagens saudáveis, para termos uma vida plena e satisfeita.

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