Questão: o ChatGPT ajuda-nos a pensar ou pensa por nós?
Em sua resposta, o ChatGPT procurou explicar o significado
do pensar no sentido humano, esclarecendo-nos que envolve coisas como dar
sentido à experiência, fazer julgamento de valor, decidir o que é importante,
ter intuição, criatividade, emoções e intenções. Esses elementos não existem em
um modelo de linguagem. Nesse sentido, o ChatGPT ajuda-nos a pensar, mas não
pensa por nós.
O que o ChatGPT faz, então? Reconhece padrões em textos,
combina informações, propõe possibilidades, organiza ideias e caminhos, oferece
contrapontos e alternativas. Consequentemente, isso pode acelerar o nosso
raciocínio, ampliar nossas perspectivas, estruturar nossos argumentos e sugerir-nos
outros ângulos de análise. Em outras palavras, funciona como uma ferramenta de
pensamento, não um substituto do pensar.
Quando o ChatGPT “parece” estar pensando por nós? Isso
acontece quando aceitamos as respostas sem questionar, usamos o modelo como
autoridade final e delegamos o julgamento crítico. Nesse caso, o risco não é a
IA “pensar demais” — é nós pensarmos de menos. Lembremo-nos de que toda ferramenta
forte exige uso crítico. Qual o melhor modo de atuação? Termos sempre a IA como parceira do raciocínio, no
sentido de explorar ideias, testar hipóteses, pedir contra-argumentos,
organizar pensamentos e aprender a revisar conceitos.
Em termos filosóficos, o ChatGPT não tem consciência,
quer dizer, não pensa no sentido forte, não compreende, apenas manipula
linguagem. Logo, não produz sentido existencial. Mas, pode funcionar como
extensão do pensamento humano, ampliando possibilidades de reflexão e diálogo.
Assim, numa leitura filosófica, ele não pensa por nós, contudo pode modificar a
maneira como pensamos.
Ética e responsabilidade moral. Do
ponto de vista moral, a IA não pensa no sentido responsável do termo, pois
pensar exige consciência, valores e decisão. Logo, não há transferência de
responsabilidade. O risco ético não é a IA “pensar por nós”, mas nós deixarmos
de pensar por nós mesmos. Dessa forma, o uso eticamente maduro é utilizar a IA
como apoio ao raciocínio, mantendo a autonomia, o julgamento e a
responsabilidade humanos.
Autoria e criatividade. A dúvida que surge:
quem é o autor? quem cria? onde está a originalidade? De acordo com o ChatGPT,
em termos éticos e filosóficos, a IA não é autora, não cria com intenção ou
experiência, não produz sentido próprio. Ela pode ampliar o processo criativo,
enriquecer a reflexão e estimular novas formas de expressão. Mas, a
autenticidade, a decisão estética e a responsabilidade criadora permanecem
humanas.
Fonte de Consulta
ChatGPT
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