O pensamento positivo foca em resultados favoráveis e
soluções, buscando crescimento e bem-estar. Nasce no New Thought (século XIX), passa pela autossugestão e primeiras
correntes psicológicas, é popularizado por Norman Vincent Peale nos anos 1950,
depois é revisitado de forma científica pela Psicologia Positiva moderna.
O pensamento negativo é um padrão mental focado em autocrítica, pessimismo e preocupação excessiva sobre falhas passadas ou medos futuros, caracterizado por interpretações distorcidas da realidade e julgamentos severos sobre si mesmo, os outros e o mundo. Esse comportamento doentio pode afetar o bem-estar emocional, tendo como consequência, o aparecimento da ansiedade e da depressão se não gerenciado corretamente.
Na filosofia, o "pensamento negativo" tem significados distintos, que variam desde uma abordagem crítica e dialética para questionar o status quo até o pessimismo filosófico que argumenta que a existência é fundamentalmente sofrida. Ele não se resume ao conceito psicológico de pensamentos prejudiciais do dia a dia.
Qual tipo de pensamento é mais poderoso: o negativo ou o
positivo? Nenhum dos dois é mais poderoso em todas as situações. O pensamento negativo
parece mais forte, porque o cérebro humano tem o chamado viés de negatividade,
ou seja, lembramos mais de eventos e emoções negativos, pois o cérebro
prioriza riscos e ameaças. Isso vem da evolução: prestar atenção ao perigo aumentava
as chances de sobrevivência.
Então… qual é melhor? O pensamento negativo é útil para
analisar riscos. O pensamento positivo é útil para agir com confiança e
continuar avançando. O mais “poderoso”, na prática, é o equilíbrio: pensamento
crítico para avaliar ameaças; otimismo realista para seguir adiante. Em outras palavras, usar o negativo para enxergar o problema; o positivo, para construir a
solução.
Sobre a autoajuda. A autoajuda é valiosa quando
inspira reflexão e mudança consciente, mas pode ser prejudicial quando promete
soluções fáceis para problemas complexos. Ela funciona melhor quando é crítica, realista e aplicada à própria experiência. A autoajuda pode ajudar a crescer ou
iludir, dependendo do uso. O ideal é encará-la como ferramenta, não como
verdade absoluta.
O meio-termo proposto por Aristóteles é o fundamento do
pensamento crítico. Em tudo o que se nos apresenta à mente, ponderemos,
analisemos os prós e os contras e teremos uma visão mais clara da realidade.
Fonte de Consulta
IA