“Aquele que perseverar até o fim será salvo.” (Mateus, 24,13)
O fim de uma ação é aquilo em função do qual ela é realizada; o
meio é a maneira apropriada para atingir o fim. Para que haja consciência na ação, precisamos considerar os
diversos princípios morais subjacentes: não
devemos fazer mal em função do bem; quem quer o fim quer os meios; as pessoas
devem ser sempre tratadas como fins e nunca
unicamente como meios.
Em termos de política econômica é a aplicação dos princípios da economia.
Os princípios da economia estão relacionados com aquilo que
desejamos (fins), como consegui-los (meios) e o que somos "nós" ante
a natureza e a organização social. Sua finalidade é a obtenção de um "optimum".
Os fins devem ser sempre distinguidos dos meios. Não são poucas
as vezes que os confundimos. Observe o seguinte. Sabemos, perfeitamente, que o
fim da religião é a salvação da alma. Por que razão alguns religiosos impedem que seus adeptos se salvem em outra igreja?
Os fins justificam os meios? Frase atribuída erroneamente a
Nicolau Maquiavel, e
significa que qualquer iniciativa é válida quando o objetivo é
conquistar algo importante.
Isso porque Maquiavel, no seu livro O Príncipe, indica
que, para manter o poder, o príncipe deve desenvolver características tidas
como "não éticas", como a crueldade e hipocrisia.
Esta frase é comumente associada ao autor italiano graças a este trecho do capítulo XVIII da sua obra O Príncipe: "Nas ações de todos os homens, em especial dos príncipes, onde não existe tribunal a que recorrer, o que importa é o sucesso das mesmas. Procure, pois, um príncipe, vencer e manter o Estado: os meios serão sempre julgados honrosos e por todos louvados, porque o vulgo sempre se deixa levar pelas aparências e pelos resultados, e no mundo não existe senão o vulgo..."
O útil e o inútil. “Útil” significa tudo aquilo
que tem um fim noutro e não em si mesmo. O “útil” é sempre instrumento, sempre
meio, é intermediário, e vale por tudo aquilo a que se dirige: não vale por si. “Inútil” significa o que não tem um fim noutro. “O que não tem um fim noutro”
pode ser entendido de duas formas: 1ª)
“não tem um fim noutro” porque não possui finalidade alguma; 2ª) ou, então, “não tem fim noutro” porque possui um fim em si
mesmo. Muitas vezes, o fim
torna-se meio, porque produzimos por produzir sem
saber para que fim.
Fonte de Consulta
BOULDING, Kenneth E. Princípios de Política Econômica. São Paulo: Mestre Jou, 1967.
https://www.significados.com.br/os-fins-justificam-os-meios/
MENDONÇA, E. P. de. O
Mundo Precisa de Filosofia. 2.
ed. Rio de Janeiro: Agir, 1970.