06 dezembro 2018

Livro para Ensinar Filosofia e Ética

John L. Taylor, em 100 Ideias para Ensinar Filosofia e Ética, da editora Vozes, fornece aos professores do ensino médio, algumas instruções práticas para que o aprendizado da filosofia seja prazeroso e produtivo ao mesmo tempo. Para ele, os professores deveriam empreender com os alunos uma jornada de pesquisa. Acha que o trabalho do educador é proporcionar aos alunos ferramentas de que precisam para pensar pela própria cabeça.

O livro está dividido em 8 partes:

1) Pontos de partida (1 a 12)

Os professores deveriam ensinar filosoficamente, isto é, à semelhança de Sócrates, que se valia das perguntas, cujo diálogo se realizava em dois momentos: ironia e maiêutica. As perguntas são feitas para iniciar uma conversa; a conversa é a base da filosofia. Em filosofia, digamos não ao monólogo.

2) Encorajar a pesquisa (13 a 33)

O método da dúvida é o ponto de partida para a descoberta da verdade. Não é porque todos pensam de um certo modo que aquilo se torna uma verdade. Observe Descartes: preferia rejeitar muitas verdades a aceitar um erro. Lembre-se de que os paradoxos estimulam o pensamento filosófico. Conversar sobre sonhos mostra diferença entre como as coisas são e como podem ser.

3) Falando de filosofia (34 a 45)

As melhores aulas são aquelas em que a classe investiga um determinado tema. É preciso lidar com os extremos: uns alunos falam demais, outros não dizem nada. Os jogos cerebrais são um ponto de partida para discussão filosófica. Uma vez que os alunos tiverem reconhecido as ideias filosóficas com quais concordam, o passo seguinte é o debate. A regra de ouro das apresentações verbais é: menos é mais.

4) Leitura e pesquisa (46 a 53)

Antes de avaliar um argumento, procure descobrir qual é o argumento. Lembre-se de que a pesquisa começa sempre com perguntas. Nesse caso, o conceito dos cinco Ws - quem, quê, onde, por que e quando? - é muito útil para iniciar o trabalho. A pesquisa é muito mais fácil quando a gente acha uma boa fonte para começar.

5) Argumento filosófico (54 a 70)

Investigar o significado de uma palavra é uma boa maneira de adentrar a discussão filosófica. Não caia na armadilha de pensar que toda palavra tem apenas um significado. Comparar e contrastar. Trabalhar em colaboração para refinar a definição. Exercitar na trinca de palavras. Exemplo: fé, crença e confiança. Basta apenas um cisne negro para refutar a afirmação de que todos os cisnes são brancos. Cuidado com as falácias.

6) Escrevendo filosofia (71 a 81)

Imagine que você está levando o seu leitor a uma viagem. Use sempre a ACA (Argumento/Contra-Argumento/Avaliação) em seus ensaios. Lembre-se do princípio da caridade: seja tolerante para com os escritos dos outros. O Feal (Formule, explique, aplique, ligue) é muito útil nos parágrafos escritos. Sinalize ao leitor: é bom saber para onde estamos indo; há sempre alguém que irá ler o que escrevemos.

7) Projetos de filosofia (82 a 91)

Eis um tema interessante para um projeto: "Pode a ciência explicar a natureza da felicidade?" É a pergunta que leva o projeto adiante. Procure a pergunta correta e terá meio caminho andado. Escreva enquanto avança no trabalho. A tática da tentativa e erro é muito salutar, pois podemos ir, paulatinamente, mudando aquilo que não condiz com os objetivos do trabalho.

8) Para além da sala de aula de filosofia (92 a 100)

Um clube de filosofia permite que um aluno explore um assunto junto com os outros. Convidar um filósofo para visitar a escola e dar uma palestra é uma boa maneira de estimular os alunos. Um ambiente virtual de aprendizagem (AVA) é uma excelente ferramenta para o alunos desenvolverem suas habilidades de raciocínio e debate.




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