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28 fevereiro 2026

Virtude em Aristóteles

Aristóteles, em Ética a Nicômaco, II, 6, diz que a virtude é a disposição adquirida voluntária, em relação a nós, na medida, definida pela razão em conformidade com a conduta de um homem ponderado. Ela ocupa a média entre duas extremidades lastimáveis, uma por excesso, a outra por falta. Enfatiza, também, que, embora consista numa média, em relação ao bem e à perfeição ela se situa no ponto mais elevado. Como pode a virtude ser ao mesmo tempo média e ápice? 

Para entender corretamente o texto filosófico, devemos localizar os termos mais importantes, e suas noções. Assim, virtude (arétè) designa toda excelência própria de uma coisa, em todas as ordens de realidade e em todos os domínios. Aristóteles a emprega assim, embora lhe acrescente o valor moral. Disposição (héxis) é definida como uma maneira de ser adquirida. O latim traduziu héxis por habitus. A virtude só será habitus se se retirar desse termo o caráter de disposição permanente e costumeira, mecânica, automática. Mediedade (mésotès): este termo remete tanto ao termo médio de um silogismo quanto à média (ou ao meio termo) que caracteriza a virtude. 

Como, pois, entender que virtude é média e ápice? Aristóteles parte de um conceito geral e delimita-o depois. Diz, primeiramente, que a virtude é agir de forma deliberada; depois, fala em agir em prol do mais alto bem. Ao falar dela como héxis, enfatiza uma capacidade adquirida, constante e duradoura, o que elimina a pretensa qualidade inata. Assim, ao se comportar moralmente, o homem deve também se comportar racionalmente, ou seja, uma razão que já passou pela prova dos fatos; a mediedade, diz ele, é a que o homem prudente determinaria. E determinaria em função dos homens superiores a ele. Por isso é oportuno aconselhá-los a imitarem os melhores.

A mediedade opõe-se a dois vícios simétricos. Como estamos no campo da moral, o que vale não são as idéias, mas a prática dessas idéias. Perguntaríamos: quais são essas práticas que não são virtudes? Os vícios. Explicação: a natureza moral jamais é natural, e sim o resultado de uma maneira de ser adquirida – para mais ou para menos –, o que representa sempre um excesso. Por exemplo, a coragem é virtude delimitada por essa falta que é a covardia e esse excesso que é a temeridade. A virtude revela-se portanto como um meio termo.

A virtude não é média, ela é a média justa. Saímos do âmbito quantitativo onde tudo é colocado no mesmo plano e passemos ao âmbito qualitativo. Observe que tanto nas paixões como nas ações, há condutas que estão abaixo ou acima do que convém. A virtude não é assim uma média aritmética dos excessos para mais ou para menos, ela é o vértice de eminência, ou seja, é ela quem diz qual é o vício para cima ou para baixo. O óbolo da viúva, de que nos lembra o Evangelho, vem a calhar: a viúva que deu apenas uma moeda, deu mais do que o rico, pois enquanto este deu o que lhe sobrava, para ela a quantia representava uma privação.

Esta reflexão sobre a virtude em Aristóteles serviu-nos para melhor apreciar os termos que usamos constantemente. Devemos, assim, lembrar que a virtude é sempre uma disposição a ser adquirida na prática do bem. Ou seja, há sempre algo a melhorar.

Fonte de Consulta

FOLSCHEID, Dominique e WUNENBURGER, Jean-Jacques. Metodologia Filosófica. Tradução de Paulo Neves. 2. ed., São Paulo: Martins Fontes, 2002. (Ferramentas) 

 


02 fevereiro 2012

Temperança

A temperança é o hábito da moderação especialmente no uso de alimentos e bebidas, mas, referindo-se também por extensão, ao controle dos apetites e das paixões humanas. A temperança caracteriza o indivíduo senhor de si mesmo, capaz de dominar-se e usar os bens da vida, não como fins em si mesmos, mas como meios para atingir objetivos mais elevados.

Etimologicamente, vem do latim temperantia, de temperare, que significa temperar, regular e guardar a medida. A temperança tem ligação com continência, incontinência e intemperança. Continência significa conter-se, dominar-se. Incontinência e intemperança são os contrários de continência e temperança.

Continência e incontinência. A continência é a resistência aos vícios, uma atitude boa, razoável; a incontinência, disposição aos vícios, uma atitude má. Na continência, fazemos uso da vontade, da determinação; na incontinência, a vontade fica para trás, assemelhando-se às “tentações” do Evangelho.

Incontinência e intemperança.  A incontinência é a incapacidade de agir conforme os ditames da vontade; há um conflito entre razão e emoção. O intemperado, por seu turno, obedece apenas à parte sensitiva da sua alma; ele não vê conflito de deveres. Nesse caso, o incontinente pode ser corrigido; o intemperado, não. O incontinente sabe que está errado, mas não é capaz de resistir aos prazeres; o intemperado, decide pelos excessos de prazeres.

Aristóteles, na Ética a Nicômaco, diz: “Algumas fontes de prazer são necessárias outras são valiosas em si mesmas, mas podem ser excessivas. As necessárias são as condições corporais, isto é, as que dizem respeito à comida, sexo... Outras fontes de prazeres não são necessárias, mas são valiosas em si mesmas, como exemplo, a vitória, a honra, a riqueza e outras coisas boas similares”.

Para compreendermos a temperança na visão de Aristóteles, precisamos distinguir os prazeres da alma e os prazeres do corpo. Para Aristóteles, a temperança refere-se exclusivamente aos prazeres do corpo. O amor ao estudo, sendo um prazer da alma, nada tem a ver com a temperança. Ou seja, uma pessoa que ama esse prazer não pode ser considerada nem temperada nem intemperada. 

Lembremo-nos de que a moderação é a temperança no comer, a sobriedade é a temperança no beber e a castidade é a temperança no prazer sexual.

Fonte de Consulta

MARQUES, Ramiro. O Livro das Virtudes de Sempre: Ética para os Professores. Portugal: Landy, 2001, capítulo 15, p. 151 a 160. 

 

19 agosto 2011

A Virtude e as Virtudes

Virtude é uma disposição estável em ordem a praticar o bem; revela mais do que uma simples potencialidade ou uma aptidão para uma determinada ação boa: trata-se de uma verdadeira inclinação. Virtudes são todos os hábitos constantes que levam o homem para o bem, quer como indivíduo, quer como espécie, quer pessoalmente, quer coletivamente. Para o Espírito Emmanuel a virtude é sempre sublime e imorredoura aquisição do Espírito nas estradas da vida, incorporada eternamente aos seus valores, conquistados pelo trabalho no esforço próprio. (Pergunta 253 de O Consolador)

Em termos históricos, o estudo da virtude se inicia com Sócrates (470-399 a. C.), para quem a virtude é o fim da atividade humana e se identifica com o bem que convém à natureza humana. Platão (429-347 a. C.), Aristóteles (384-322 a. C.), Kant (1724-1804), entre outros, dão também as suas contribuições ao estudo deste tema. 

Aspecto Prático da Virtude. Além do aspecto teórico da sua conceituação, estritamente conexo com o sistema filosófico no qual se enquadra a Ética, apresenta um aspecto prático de vivo e permanente interesse: como formar e desenvolver a virtude. É o campo da Psicologia Educacional e da Pedagogia. No educador exige antes de tudo o bom exemplo, tão necessário, especialmente no trato com as crianças, incapazes de longos raciocínios e vivamente levadas à imitação. (Pequena Enciclopédia de Moral e Civismo)

“A virtude é portanto uma disposição adquirida voluntária, que consiste, em relação a nós, na medida, definida pela razão em conformidade com a conduta de um homem ponderado. Ela ocupa a média entre duas extremidades lastimáveis, uma por excesso, a outra por falta. Digamos ainda o seguinte: enquanto, nas paixões e nas ações, o erro consiste ora em manter-se aquém, ora em ir além do que é conveniente, a virtude encontra e adota uma justa medida. Por isso, embora a virtude, segundo sua essência e segundo a razão que fixa sua natureza, consista numa média, em relação ao bem e à perfeição ela se situa no ponto mais elevado”. (Ética a Nicômaco, II, 6)

Para entender corretamente o texto filosófico, devemos localizar os termos mais importantes, e suas noções. Virtude (arétè) designa toda excelência própria de uma coisa, em todas as ordens de realidade e em todos os domínios. Aristóteles a emprega assim, embora lhe acrescente o valor moral. Disposição (héxis) é definida como uma maneira de ser adquirida. O latim traduziu héxis por habitus. A virtude só será habitus se se retirar desse termo o caráter de disposição permanente e costumeira, mecânica, automática. Mediedade (mésotès): este termo remete tanto ao termo médio de um silogismo quanto à média (ou ao meio termo) que caracteriza a virtude. 

Desde a Antiguidade até os nossos dias, as virtudes foram classificadas em Cardeais e Teologais. As Cardeais são adquiridas pelo esforço; as Teologais como um Dom de Deus. As cardeais são: prudência, fortaleza, temperança e justiça. As teologais são: a Fé, a Esperança e a Caridade.

O movimentar-se diário produz hábitos. Os hábitos maus enraízam de tal sorte em nosso psiquismo que se tornam extremamente difíceis de serem eliminados. Em se tratando do esforço para extingui-lo, parece-nos que cometemos um erro que já se tornou secular, ou seja, combater a causa pelo efeito. Somente quando tomamos consciência do móvel que produz a ação é que podemos ter segurança na eliminação do efeito. Na realidade, não somos nós que deixamos os vícios; são eles que desprovidos da nossa atração, deixam-nos.

Fonte de Consulta 

ÁVILA, F. B. de S.J. Pequena Enciclopédia de Moral e Civismo. Rio de Janeiro, M.E.C., 1967.

FOLSCHEID, Dominique e WUNENBURGER, Jean-Jacques. Metodologia Filosófica. Tradução de Paulo Neves. 2. ed., São Paulo: Martins Fontes, 2002. (Ferramentas)

KARDEC, A. O Livro dos Espíritos. 8. ed., São Paulo, FEESP, 1995.

SANTOS, M. F. dos. Dicionário de Filosofia e Ciências Culturais. 3. ed., São Paulo, Matese, 1965.

XAVIER, F. C. O Consolador, pelo Espírito Emmanuel. 7. ed., Rio de Janeiro, FEB, 1977.




07 maio 2010

Virtudes Cardeais

Platão, no livro IV da República, descreve as qualidades que uma cidade deve ter para o seu funcionamento racional. Essas qualidades são enumeradas em função de quatro virtudes, chamadas de fundamentais, e que mais tarde denominaram-se virtudes cardeais. Elas são: prudência (sabedoria), fortaleza (coragem), temperança e justiça.

Vale a pena notar que essas virtudes, primeiramente, dizem respeito à cidade, no sentido de termos cidades retas, ou cidadãos que agem segundo a reta razão. Somente depois é que o termo passou a ser aplicado ao próprio cidadão. Isso tem certa razão, pois Platão achava que não havia diferença substancial entre o público e o privado. As coisas devem valer muito mais pelas ideias que lhe são próprias.

Prudência (sabedoria). O que é uma cidade sábia? É a cidade que age segundo certa ciência, a ciência de saber escolher. Nesse caso, escolhe-se o melhor, segundo a natureza de cada coisa, pois Platão entendia a virtude como a potência que cada objeto tem em si mesmo. Por exemplo, a função da planta é produzir frutos Assim, a direção da cidade deveria ser feita pelo rei-filósofo, pois ele, segundo a sua natureza, era o mais sábio para o fazer, porque veio para desempenhar essa função.

A fortaleza (coragem) é um sentimento ou virtude que evoca a força. Observe o guerreiro. Ele não pode ser covarde, pois se assim o for não terá condições de defender a cidade dos inimigos. Daí, dizer que a coragem é a defesa da opinião própria, mesmo quando atacada por todos os lados e por todas as pessoas. A paciência, ligada à fortaleza, é a disposição interior de enfrentar as vicissitudes da vida: dor, morte, desilusão.

A temperança, segundo Sócrates, é uma ordenação e ainda um poder sobre certos prazeres. Assim, a temperança refere-se à contenção dos prazeres sensitivos dentro dos limites estabelecidos pela razão. Diz-se que a moderação é a temperança no comer, a sobriedade é a temperança no beber e a castidade é a temperança no prazer sexual.

No estabelecimento da cidade, Platão disse que “cada um deve ocupar-se de uma função na cidade, aquela para a qual a sua natureza é mais apta por nascimento” (Rep., V, 433 c). Isto equivaleria também à justiça, pois implica “executar a tarefa própria e não fazer a dos outros”. (Rep., IV, 433 a). Hodiernamente, poderíamos dizer que a justiça consiste na atribuição, na equidade, no considerar e respeitar o direito e o valor que são devidos a alguém, ou alguma coisa.

Como vemos, temos muito que aprender a respeito das virtudes. O mais importante é não deixarmos que esse termo caia no esquecimento, como sói acontecer nos dias presentes, sendo este o principal empecilho para o nosso desenvolvimento moral e espiritual.




22 maio 2009

Justiça e Igualdade

A noção de justiça designa por um lado o princípio moral que exige o respeito da norma do direito e, por outro, a virtude, que consiste em respeitar os direitos dos outros. É a virtude moral que faz que se dê a cada um o que lhe pertence e se respeitem os direitos alheios. É uma das quatro virtudes cardeais. Considerado de modo restrito, justiça é a constante e perpétua vontade de conceder o direito a si próprio e a outros segundo a igualdade. É uma virtude subjetiva, portanto.

Na matemática, a igualdade é a característica das quantidades substituíveis uma pela outra sem modificação. Por analogia, igualdade é a relação entre dois termos, em que um pode substituir o outro. Na ética e na política, há igualdade quando os direitos e os deveres, as prescrições e as penas são iguais para todos os cidadãos.

Quando falamos de direitos e deveres, estamos nos referindo à acepção do direito como poder ou faculdade. A Constituição Brasileira nos diz que cada um de nós tem o direito de viver, de ser livre, de ser respeitado como pessoa etc. Cada um de nós tem o dever de lutar pelos direitos iguais para todos, de defender a pátria, de preservar a natureza etc. Ser cidadão é exercer a sua cidadania, ou seja, fazer valer os seus direitos e suas obrigações. Exemplificando: temos o direito de receber energia elétrica; por outro lado, temos o dever de pagar a conta mensalmente.

Segundo Aristóteles, a justiça é a virtude integral e perfeita. Ela abrange todas as outras. Quanto à igualdade, distingue dois tipos: a aritmética e a geométrica. Em se tratando da igualdade aritmética, ele explica que quando alguém provoca prejuízo ao outro, deve restituí-lo do prejuízo, para que a situação volte à inicial, que era justa. Na igualdade geométrica, um bem é distribuído entre duas pessoas "de acordo com o seu valor". O princípio subjacente é este: "Uma distribuição é justa quando iguais recebem partes iguais e desiguais partes desiguais".

Dada a dificuldade de se ter uma definição precisa da justiça, os filósofos propuseram um sistema de valor recorrendo aos seguintes fins: a) felicidade; b) utilidade; c) liberdade; d) paz.

a) Para Aristóteles, o fim da justiça era a felicidade. São Tomás de Aquino, por sua vez, identificou o bem comum aristotélico com a doutrina da bem-aventurança eterna.

b) No mundo moderno, Hume disse: "A utilidade é o fim da Justiça. É propiciar a felicidade e a segurança, mantendo a ordem na natureza".

c) Kant identificou justiça e liberdade: "A tarefa suprema da natureza em relação à espécie humana" é uma sociedade em que a liberdade sob leis externas esteja unida no mais alto grau possível, a um poder irresistível, o que é uma constituição civil perfeitamente justa.

d) Hobbes introduz a paz: "É justa a ordenação que garanta a paz, afastando o homem do estado de guerra de todos contra todos, em que vivem no ‘estado natural’".

Fonte de Consulta

ABBAGNANO, N. Dicionário de Filosofia. São Paulo: Mestre Jou, 1970.

DUROZOI, G. e ROUSSEL, A. Dicionário de Filosofia. Tradução de Marina Appenzeller. Campinas, SP: Papirus, 1993.

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Zoroastro já nos ensinava com a máxima: “Se não souberes ao certo se uma ação proposta é justa ou injusta, abstém-te”.

Jeremy Benthan, no seu utilitarismo, diz: “A maior quantidade de felicidade para o maior número de indivíduos”. Para ele, “Um castigo adequado ao crime” é um princípio utilitário. Parte da premissa de que os indivíduos buscam o prazer e evitam a dor. Quer desenvolver uma teoria do prazer e dor em bases científicas, em que o Estado deveria trabalhar para oferecer o maior nível de prazer ao povo.
Em se tratando das punições, a eficácia das leis deve basear-se na natureza da ofensa. Ou seja, as punições devem ser proporcionais às ofensas.

 

29 junho 2008

Ética em Aristóteles

Aristóteles, um dos grandes filósofos da Antiguidade, não surgiu do nada. Ele situa-se no contexto histórico como discípulo de seus predecessores, especialmente Sócrates e Platão, dos quais recebeu muitos ensinamentos. Em sua teoria sobre a bondade, instrui-nos sobre o valor da virtude, tanto na prática pessoal com em sociedade. É o que veremos nas linhas que se seguem.

Para Aristóteles, a virtude é a habilidade de escolher o grau correto ou a intensidade da ação dentro da escala de possibilidades. Em outras palavras, ser virtuoso é saber escolher o caminho do meio. Obviamente, não podemos dizer que um homem tímido é corajoso: mas estritamente falando, nem que ele é um colérico negligente. Coragem, então, é a medida que vem do medo - que pode perfeitamente ser calculada face ao risco. Similarmente, generosidade consiste em dar a própria quantia - nem mais nem menos - de ajuda, de dinheiro, de bens.

Usando esta noção de virtude, Aristóteles descreve o que é a "grande alma" ou a "magnanimidade". É a pessoa que consegue unir em si mesma todas as virtudes morais. Nesse sentido, o homem que se avalia corretamente não se engrandecerá e nem se rebaixará, pois tanto uma situação quanto a outra é considerada um vício. Não falará nem muito alto e nem muito baixo. Seu comportamento não será nem arrogante e nem servil. Não procurará o perigo e nem fugirá dele arbitrariamente.

A virtude moral consiste em fazer as coisas corretas. Aristóteles pensa que tais coisas devem ser feitas de acordo com regras apropriadas. Essas regras podem ser descobertas pelo exercício da virtude intelectual, ou seja, a faculdade racional que existe em cada um de nós. A razão é o elemento básico que pode definir o perfeito entrelaçamento entre o meio e o fim. Embora ressalte a auto-suficiência do ser humano, não deixou de salientar a validade do convívio social, especificamente ao definir o homem como um animal social.

Nos seus estudos sobre a ética Aristóteles, não muito longe dos primeiros filósofos, pensa empiricamente, isto é, ele considera o que os homens realmente fazem e dizem, e as distinções éticas que comumente surgem. Assim, foi o precursor do pensamento moral naturalista, pois começou com os fatos antes mesmo dos princípios. De qualquer forma, sua teoria sobre a ética dá ensejo à sua teoria metafísica, e revela o esforço que concede à razão.

Esse estudo sobre Aristóteles mostra-nos a importância dos valores éticos e da sua aplicação no dia-a-dia. Não nos deixemos levar pelos que não põem em prática tais conceitos.

Fonte de Consulta

HUXLEY, SIR J. e OUTROS. Growth of Ideas: Knowledge, Thought, Imagination. New York, Doubleday & Company Inc., 1966.