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15 dezembro 2015

Crenças Primitivas

Os povos antigos acreditavam que tudo tinha uma alma: animais, plantas, objetos e forças naturais. Procuravam explicar o mundo fazendo associações entre divindades e fenômenos naturais: o nascer do sol representava a libertação da escuridão da noite; a deusa-mãe deu à luz o mundo.

A crença desses povos pode ser entendida através de alguns detalhes: nossos ancestrais nos guiarão; a maioria cultuava os mortos; todo mundo tem uma alma; devemos ser bons vivendo em harmonia; tudo está conectado, ou seja, há um vínculo permanente com os deuses; sistema de moralidade baseada no apelo a ideias de bondade.

A crença dos povos primitivos baseava-se num plano de realidade separado do mundo físico, um lugar de deuses e figuras míticas. Em algumas religiões, o xamã ou curandeiro é considerado o intermediário entre os espíritos e os homens. Os ritos de passagem, como por exemplo, os associados à mudança das estações, tinham grande peso em suas manifestações religiosas. Ainda: o simbolismo - máscaras, talismãs e amuletos - desempenhou papel importante em muitas regiões.

Exemplifiquemos este assunto com dois esquemas:

1) Animismo nas sociedades primitivas 

Tudo no mundo tem uma alma. ==> Mesmos os seres humanos são apenas recipientes para a alma. ==> As almas são imortais. ==> As almas mais importantes são os deuses. ==> Cerimônias, músicas e oferendas dão aos deuses status no outro mundo. ==> Se tratarmos bem os deuses, eles nos darão comida.

2) O Poder do xamã

Em mundos invisíveis, seres sobrenaturais controlam o suprimento de animais de caça e o clima. ==> Esses outros mundos são cheios de espíritos também, uma vez que a alma dos seres humanos e dos animais é imortal. ==> Alguns indivíduos especiais são capazes de visitar os mundos onde esses espíritos vivem. ==> Esses indivíduos solicitam a ajuda dos espíritos, pedindo animais de caça, bom tempo ou cura para quem está doente.

O xamanismo é a crença em espíritos que podem ser influenciados por xamãs. Acredita-se que esses xamãs, homens ou mulheres, são "indivíduos especiais", com grande poder e conhecimento. Após entrarem em estado alterado de consciência, eles são capazes de visitar outros mundos e interagir com os espíritos que vivem lá.

Fonte de Consulta

O Livro das Religiões. Tradução de Bruno Alexander. São Paulo: Globo Livros, 2014.


 

05 dezembro 2012

Pré-história

pré-história é um conceito nebuloso. Ela procura compreender, no presente, os conjuntos de lugares, artefatos e paisagens do passado. Vale-se da escavação arqueológica, muitas vezes descrita como passar do conhecido ao desconhecido. Fundamenta-se na ausência de escrita. É muda e silenciosa. É a história sem palavras.

De acordo com Chris Gosden, a palavra "pré-história" foi usada pela primeira vez em 1832, mas só adquiriu uso corrente após a publicação, em 1865, de Prehistoric Times, de Sir John Lubbock. Acrescenta que este conceito tornou-se necessário por causa da expansão do universo imaginativo durante o século XIX e à revelação de espaços de tempos maiores para a história humana e biológica.

A pré-história tem relação com a visão de mundo: para os arqueólogos, os nossos antepassados surgiram há 6 milhões de anos; para os criacionistas somente a partir do "Gênesis" da Bíblia. O bispo Ussher, por exemplo, no final do século XVIII, estimou que a Terra fora criada em 4.004 a.C. A base empírica, porém, para escalas de tempos maiores veio-nos através dos geólogos e biólogos.

Para bem entendermos a pré-história, há necessidade estudá-la de forma empírica e filosófica. As escavações e as sondagens fornecem-nos informações seguras sobre o passado. O aspecto filosófico: como nos abrirmos ao modo de pensar dos antigos, que não tinham palavras para se expressarem? Como renunciar ao nosso mundo civilizado para absorver os horizontes de vida dos primeiros seres humanos?

A pré-história, nos tempos presentes, está bastante viva entre nós. Ela habita aqueles setores de nossa vida em que é difícil expressar em palavras, ou seja, a nossa relação com carros, computadores, lápis, papel etc.

Para mais informações, leia o livro Pré-história, de Chris Gosden, traduzido por Janaína Marcoantonio. Porto Alegre: L&PM, 2012. (Coleção L&PM POCKET; vol. 1057)