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19 fevereiro 2020

Confúcio

"Eu não procuro saber as respostas, procuro compreender as perguntas." (Confúcio)

Confúcio (551-479 a.C.) foi um filósofo e pensador chinês. Não nos deixou nada escrito. O objetivo de sua pregação moral é o esforço no Bem, útil à formação da personalidade, e a mais eficaz para tornar uma sociedade feliz. Duas são as virtudes fundamentais: a amizade e a equidade. Ficou famoso a partir do século V de nossa era ao tornar-se o filósofo oficial da China imperial. Confúcio, contrariamente ao que rezava a vulgata dos imperadores chineses de ordem e harmonia permanentes, pregava o dever moral dos intelectuais de criticar o dirigente, mesmo pondo em risco a sua vida, quando ele abusasse do poder ou estivesse oprimindo o povo.

O filósofo mais influente da época antiga foi Confúcio, que combinou moral e filosofia política em suas propostas para a manutenção dos valores morais chineses num estado liderado por um governante virtuoso, aconselhado por uma classe de administradores. Confúcio acreditava que um soberano sábio e justo tinha um efeito benigno sobre o caráter dos seus súditos. O governante dá um exemplo aos seus súditos. Suas políticas e ideias se espalham por meio dos seus ministros... e seu povo começa a copiar a sua bondade.

Resumo de seu pensamento: Um líder deve ser um junzi, um "homem superior". ==> Pessoas imperfeitas podem mudar pelo exemplo de bondade sincera. ==> O junzi possui as qualidades da virtude, fé e sinceridade, as quais ele manifesta em rituais e cerimônias. ==> O junzi, portanto, estabelece um bom exemplo para o seu povo. ==> Se um líder desejar o bem, o povo será bom. (1)

Os grandes pensadores da humanidade não se preocuparam muito em explicar se o universo é limitado ou infinito, se é ou não eterno, se teve ou não um começo como Deus. Buda, por exemplo, limitou-se a ensinar o que é a dor e os caminhos para suprimi-la do ser humano. Sócrates achava que há uma harmonia incomensurável no universo e, para compreendê-la, basta somente conhecer a nós mesmos. Confúcio dizia que primeiro de tudo deveríamos conhecer os homens e auxiliá-los.  

Não leve nada para o lado pessoal. É sabedoria antiga, mas acabamos negligenciando a sua aplicação prática. Confúcio já nos dizia que não é a pessoa que nos fere, mas a imaginação que fazemos sobre o que ela disse. Nesse caso, poder-se-ia pensar que quando a pessoa nos feriu, ela não nos feriu, mas feriu-se a si mesma, porque comunicou a sua maneira de ser, a sua maneira de pensar, a sua concepção de vida. E a concepção de vida de uma pessoa não tem muito a ver com a concepção de vida da outra, pois cada um age de acordo com os seus juízos de valores.

Frases de Confúcio: "Se queres prever o futuro, estuda o passado."; "A humildade é a única base sólida de todas as virtudes."; "De nada vale tentar ajudar aqueles que não se ajudam a si mesmos."; "Foge por um instante do homem irado, mas foge sempre do hipócrita."; "O mestre disse: Quem se modera, raramente se perde."; "Quem não sabe o que é a vida, como poderá saber o que é a morte?"; "Entre amigos as frequentes censuras afastam a amizade."; "Quando os médicos diferem, o paciente morre."; "Nem todos podem ser ilustres; mas todos podem ser bons."

(1) KELLY, Paul... [et al]. O Livro da Política, Paul Kelly. Tradução Rafael Longo. São Paulo: Editora Globo, 2013.