21 junho 2017

Cruzadas

As Cruzadas (em número de oito) foram expedições militares (1096 a 1271), empreendidas por cristãos da Europa Ocidental, com o objetivo de libertar o Santo Sepulcro, onde Jesus teria sido sepultado, do domínio muçulmano. Extensivamente, diz respeito aos movimentos de sentido idealista, visando à elevação espiritual dos membros de uma comunidade ou à solução de problemas sociais graves, como o do pauperismo e o da educação. 

O termo "cruzada" não aparece antes do século XIII e seu correspondente árabe (hurub assalibiyya = a guerra pela cruz) data de 1850.  Diante dos orientais, é uma guerra como tantas outras. Como os peregrinos se consideravam "soldados de Cristo" e "marcados pelo sinal da cruz" (crucessignati, em italiano), foi desta última expressão que se formou, por volta da metade do século XIII.  (Morrison, 2009, p. 7)

As Cruzadas tiveram dois tipos de causas: a) causa afastada, que se refere às constantes peregrinações individuais a Jerusalém; b) causa próxima ou um pretexto, levar socorro aos cristãos orientais que estavam sendo oprimidos pelos turcos, segundo se acreditava.

As Cruzadas, ao adquirirem características de uma expedição militar, precisava de justificativas jurídicas para o financiamento de tal empreendimento. Nesse caso, pelo "privilégio da cruz", a Igreja concedia indulgência aos cavaleiros que participassem do projeto. Concedia, também, indulgência aos que contribuíssem com legados e doações. Para completar seu financiamento, a Igreja estabeleceu o pagamento do dízimo, isto é, a décima parte dos benefícios ou das colheitas.

Desde a Primeira Cruzada, algumas pessoas consideravam loucos todos os que nelas partiam. No século XIII, após o aparecimento das "cruzadas desviadas" contra os heréticos, carismáticos e inimigos políticos do papado, as críticas de todo o tipo se multiplicavam. Inclusive com relação aos impostos cobrados para o financiamento de todas as cruzadas.

O Espírito Emmanuel, em A Caminho da Luz, diz que as Cruzadas, não obstante o seu caráter anticristão, sob a égide dos mensageiros de Jesus, este movimento propiciou alguns benefícios de ordem econômica e social para todos os povos. Na Europa, enfraqueceu a tirana dos senhores feudais. Intensificou, também, as relações entre Oriente e Ocidente. O contato com um civilização superior à dos ocidentais propiciou o estudo de suas ciências, da sua agricultura e da sua arte, incorporando várias dessas práticas à industria ocidental. 

Embora tenha sido um fracasso do ponto de vista político, permaneceu o ideal específico das cruzadas, ou seja, uma guerra "justa", limitada à libertação do Santo Sepulcro, pelo "Caminho da Cruz".

Fonte de Consulta

EDIPE - ENCICLOPÉDIA DIDÁTICA DE INFORMAÇÃO E PESQUISA EDUCACIONAL. 3. ed. São Paulo: Iracema, 1987.

MORRISSON, Cécile. Cruzadas. Tradução de William Lagos. Porto Alegre, RS: L&PM, 2009 (L&PM Pocket Encyclopaedia). 

Nenhum comentário: