25 novembro 2011

Novo Pensamento e Movimento do Novo Pensamento

A metafísica do Novo Pensamento ou Movimento do Novo Pensamento surgiu no século XIX, nos Estados Unidos. O seu idealizador foi Phineas Parkhurst Quimby. Na sua estrutura organizacional, há uma mescla de várias correntes filosóficas e religiosas: Deus, energia criadora, pensamento positivo, lei de atração, meditação, oração etc. Para os adeptos desta nova “religião”, o pensamento evolui e desabrocha e, com isso, modifica a nossa experiência neste mundo.

A essência do novo pensamento é estar sempre em pérpetua modificação, porque se for finito, ele se encerra em si. A mente em crescimento constante não está no passado ou no que já tem; não aceita dogmas, ideias preconcebidas. Ela quer se transformar, subir ao mais alto grau de evolução que possa alcançar. Por isso, o esforço despendido no progresso do ser humano e da humanidade é uma constante.

O Novo Pensamento fundamenta-se na mente (e principalmente na sua modificação). Por isso, o Novo Pensamento tem sido difundido como a última invenção em como progredir a mente. É uma atitude da própria mente e não da filosofia ou da religião. Parte do principio de que somos seres em evolução: física, mental e espiritual. A mudança e crescimento são as chaves para alcançar a perfeição.

O Novo Pensamento distingue-se do movimento New Age. O movimento New Age, iniciado por Marilyn Ferguson, com o seu livro Conspiração Aquariana, em 1989, tinha por objetivo juntar grupos díspares, tais como, a homeopatia, a gnose, a medicina alternativa, o esoterismo e as técnicas de meditação oriental. O novo pensamento baseia-se exclusivamente na mente. Ele não está interessado com os dogmas e nem o que acontece depois da morte. Simplesmente quer que a mente cresça para o grau de perfeição que possa alcançar.

Sintetizando: o Movimento do Novo Pensamento é composto de diversas denominações religiosas, organizações seculares, autores, filósofos, e indivíduos que compartilham um conjunto de crenças metafísicas referentes aos efeitos do pensamento positivo, Lei da atração, cura, força vital, visualização criativa e poder pessoal.

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11 novembro 2011

Da Hominização à Humanização

A hominização é o processo que, por aperfeiçoamentos sucessivos, caracteriza a evolução dos primatas ao homem. Segundo Comte-Sponville, em seu Dicionário Filosófico, “A humanidade não é uma essência, é uma história, e essa história é, antes de tudo, natural: a humanização é esse processo biológico pelo qual o Homo sapiens se distingue progressivamente – por mutações e seleção natural – das espécies de que descende”.

Em se tratando da humanização, podemos dizer que todos nós nascemos homem ou mulher para, depois, nos tornarmos humanos. Esse processo é o prolongamento normativo da hominização.

Passar do estado de hominização ao estado de humanização é o esforço que todo o ser humano deve encetar. Para isso, há necessidade de desenvolver o intelecto e a moral. É o fortalecimento das virtudes de que nos fala a maioria dos filósofos.
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08 novembro 2011

Ordem e Desordem

A ordem dá-nos a impressão de um controle sobre a realidade. Acontece que a desordem é muito mais corriqueira do que a ordem. Veja a entropia* na termodinâmica.

Em termos do par ordem/desordem, Marchel Conche diz que “A ordem não passa de um caso particular da desordem”: é uma desordem cômoda, eficaz ou significativa. Observe a ordem alfabética. Por que o termo a deve vir antes do b, e o b antes do c? Porque as pessoas concordaram com essa ordem. Não poderia ser outra?

Onde queremos chegar com essa pequena reflexão? Que a desordem não é tão ruim como muitos apregoam. Ela, muitas vezes, pode ser útil, pois se tudo estivesse ordenado, ninguém encetaria uma busca para procurar um objeto, um apontamento, um livro disperso na estante.

Sintetizando: a ordem é uma desordem cômoda; a desordem, uma ordem incômoda.

*Entropia. Do grego entropié, volta, retorno. "A entropia é a quantidade termodinâmica que mede o nível de degradação da energia de um sistema" (Jacques Monod). O termo passa a ter uma aplicação geral, designando a medida de desordem de um sistema, uma vez que o equilíbrio térmico é considerado o estado mais provável em que se encontra o universo. A entropia significa, assim, a extinção e a "morte", por perda de energia, do universo. (1)

(1) JAPIASSÚ, Hilton e MARCONDES, Danilo. Dicionário Básico de Filosofia. 5.ed. Rio de Janeiro: Zahar, 2008.

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07 novembro 2011

Mantendo o Foco

Onde está, presentemente, o maior atrativo para que desviemos o nosso foco, o nosso projeto de vida?

A internet é uma forte candidata. Por quê? Ela é rica em informações. Além disso, nos últimos tempos, as redes sociais estão se ampliando cada vez mais. O Facebook, por exemplo, já atinge 800 milhões de usuários. Pergunta: até que ponto a participação nessas redes sociais está nos desviando de nossa tarefa, principalmente aquela de produzir pensamentos próprios e mais substanciais?

Diz-se que 90 por cento do que está na internet é repique, ou seja, um passando para o seu amigo o que o outro disse. E o pensamento próprio, onde ele entra?

Parece-nos que manter o foco naquilo que prescreve a nossa própria consciência é muito mais útil do que participar de tudo o que aparece na internet.
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04 novembro 2011

Propensão e Deficiência

A propensão é esporádica; a deficiência, permanente.

Não nos iludamos com as propensões e as deficiências. As mais leves e inofensivas também devem ser combatidas, pois elas afetam a vida psíquica. Observe a história do camponês que, descobrindo dois filhotes de tigre, levou-os para a sua casa no intuito de domesticá-los. Certo dia, faltando comida aos dois filhotes, estes, para se alimentarem, acabaram atacando e matando o seu próprio dono.

Poder-se-ia perguntar: Quais são as deficiências generalizadas no ser humano? Resposta: Falta de vontade, impulsividade, obstinação, vaidade, falsa modéstia, falsa humildade, indolência, irritabilidade, impaciência, desordem, cobiça, rancor, rigidez, petulância etc.

Observemos a suscetibilidade, que é sinônimo de melindre. A pessoa suscetível (melindrosa) ofende-se por qualquer motivo (e mesmo sem motivo algum). Busca sempre pretextos para defender o seu ponto de vista, sem se importar com os que estão à sua volta. O antídoto é a equanimidade, que serve para refrear essa debilidade. O indivíduo melindroso pode se exercitar, também, na disciplina e na inalterabilidade.

Ensinamento: uma deficiência tanto mais se debilita quanto menos se lhe dá ocasião de manifestar-se.
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