27 abril 2011

Simbologia: Modo Próprio e Lógico-Científico

“Quem olha a simbologia do passado somente através do positivismo lógico-científico não está em condições de compreender a essência do pensamento simbólico”.

A simbologia apresenta-se sob duas faces: 1) fossilizada; 2) exaltada como a salvação da humanidade, em que se chega ao pleno conhecimento do mundo espiritual.

Fossilizada. É a visão dos positivistas da lógica científica. Eles acham que a simbologia da antiguidade e da Idade Média é uma série de ideias singulares, para não dizer estapafúrdias. Surpreendem-se com isso. Perguntam: como uma pessoa que pensa, que usa a razão para raciocinar, pode crer em coisas tão bizarras? Onde está a lógica deste raciocínio? Onde estão as provas das hipóteses levantadas?

Cada ser humano tem o seu símbolo particular; não raro, confere um caráter simbólico a algumas pessoas, reais ou míticas. Observe como as pessoas olham um presidente da república, o pastor de sua Igreja e o ator de uma novela. Lembremo-nos de que muitas coisas que se dizem científicas tiveram sua origem numa ideia mitológica ou simbólica. A imagem do mito, por exemplo, é muito explorada na psicanálise freudiana.

Vejamos a palavra palpável. Na maioria das vezes, implica um conceito simbólico, ou seja, as mãos que querem manusear um conceito abstrato. Queremos tornar aquele pensamento mais palpável, mais próximo de nós, mais sólido. Outro exemplo: diz-se que os Espíritos, quando foram criados, saíram das mãos de Deus. Deus tem mãos? Falando de Deus, Hans Biedermann diz: “O homem sempre interpreta egocêntrica e antropomorficamente, melhor seria dizer “teormorficamente”, isto é, segundo a maneira pela qual ele se reporta ao plano cósmico divino compreendido por ele”.

Em vista do exposto, abramos a nossa mente para as coisas que estão além do palpável, do visível. Somente assim poderemos compreender a grandeza de Deus e do Universo.

Fonte de Consulta:


BIERDERMANN, Hans. Dicionário Ilustrado de Símbolos. Tradução de Glória Paschoal de Camargo. São Paulo: Melhoramentos, 1993.

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12 abril 2011

Mitologia: Classificando os Deuses

Criadores e Altas Divindades: Zeus, Júpiter, Eurínome, Odin, Marduc, Brahma, Vishnu e Shiva, ...
Deusas-Mães e Divindades da Terra: Hera, Cibele, Gaia, Juno...
Divindades do Mar, do Céu e do Cosmo: Cronos, Poseidon, Urano, Thor, Hórus, Thoth...
Divindades dos Animais e da Caça: Artemis, Diana, Bast, Prajapati...
Divindades da Fertilidade e da Agricultura: Deméter, Perséfone, Liber, Freir e Freia
Divindades do Amor, do Nascimento e do Lar: Vesta, Afrodite, Hestia, Cupido, Eros, Ísis...
Divindades do Destino e da Sorte: Apolo, Sibilas , as Moiras, Exu...
Divindades Trapaceiras: Prometeu, Dionísio...
Divindades da Guerra: Ares, Marte, Castor e Pólux...
Divindades do Mundo Subterrâneo: Hades, Osíris...
Extraído de WILKINSON, Philip e Neil Philip. Guia Ilustrado Zahar: Mitologia. Tradução de Áurea Akemi. 2.ª ed., Rio de Janeiro: Zahar, 2010.

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Mitologia: Algumas Frases

"Enquanto Pan Gu dormia, seu corpo se transformou em montanhas e seu sangue, em rios." Mito Chinês: A criação de Pan Gu e Nü Wa.

"Eles remaram de volta ao oceano profundo e nunca mais foram vistos." Mito Irlandês:
A Viagem de Brân.

"Vivemos pelo mito e o incorporamos, e ele nos incorpora. O que é estranho é como o reconstruímos." Michael Ayrton,
The Midas Consequence.

"Os mitos são sonhos públicos; os sonhos são mitos privados." Joseph Campbell, antropólogo.

"... Este homem poderoso, um heroi de peito largo, supremo dentre todas as criaturas, subirá por entre as estrelas até um trono no céu..." Teócrito,
Idílio XXIV.

"... As sereias encantam a todos que se aproximam. Não há volta ao lar para o homem que inadvetidamente se aproxima delas..." Circe, na
Odisseia, de Homero.

"... Ele era sábio, ele via os mistérios e sabia das coisas secretas, ele nos trouxe uma história dos dias anteriores ao Dilúvio..." A Epopeia de Gilgamesh.

""Um dia durou a batalha, mas infinitas foram as histórias a narrar..." O Ramayana.

"Verdadeiramente quieta em atos e palavras, Sita, em seu silencioso sofrimento, lamenta a ausência de seu senhor." O Ramayana.

"Foi determinado que o solo do fundo do oceano primitivo deveria ser trazido à tona e colocado sobre o casco firme e amplo da Tartaruga..." jeremiah Curtin e J.N.B. Hewitt,
Legends, and Myths.

"... E quando a bola foi derrubada novamente, foi a cabeça de Hunahpú que rolou no campo..." Denis Tedlock,
The Popol Vuh.
Extraído de WILKINSON, Philip e Neil Philip. Guia Ilustrado Zahar: Mitologia. Tradução de Áurea Akemi. 2.ª ed., Rio de Janeiro: Zahar, 2010.

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10 abril 2011

Dicionário Enciclopédico

Organizamos um DICIONÁRIO ENCICLOPÉDICO, com aproximadamente mil palavras, a maioria delas com boa referência bibliográfica. Alguns termos têm ilustração. Caso haja necessidade de consultá-lo, entre em:

http://sites.google.com/site/dicionarioenciclopedico

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08 abril 2011

Livro: Experiência e Educação

Experiência e Educação é um livro escrito por John Dewey. O que temos em mãos é a edição de 2010. Para as pessoas que não sabem, Experiência e Educação é o resultado de uma palestra proferida por John Dewey na sociedade Kappa Delta Pi, em 1938, cuja primeira edição deu-se nesse mesmo ano.

Parcela considerável dos educadores tem apreço por esta obra, pois ela trata de conciliar os problemas da educação tradicional com os da escola progressista. Na escola tradicional, o ensino vem de cima para baixo, de fora para dentro; na escola progressista, de dentro para fora, de baixo para cima. No primeiro, há excesso de autoritarismo; no segundo, excesso de liberdade. Dewey Propõe o meio termo.

A tese central deste livro é: os seres humanos gostam de pensar de forma dicotômica, isto é, pelos extremos. Geralmente, expressamos nossas crenças em termos de ou isso ou aquilo. Tenta, assim, ver as coisas boas que há tanto na escola tradicional como na escola progressista. Aproveita-as; rechaça, porém, as coisas ruins.

Na presente edição, há 4 comentários críticos:

1.º) Experiência e Educação: Contextos e Consequências, por Maxine Greene;
2.º) Experiência e Educação de Dewey Revisitada, por Philip W. Jackson;
3.º) Experiência e Educação: Implicações para o Ensino e a Educação Atuais, por Linda Darling-Hammond;
4.º) Um Convite à Reflexão, por O. L. Davis Jr.

Este livro mostra que as controvérsias intelectuais devem ser percebidas como estimuladores do nosso pensamento, e não como inibidores de nosso raciocínio.

DEWEY, John. Experiência e Educação. Tradução de Renata Gaspar. Petrópolis, Rio de Janeiro: Vozes, 2010. (Coleção de Textos Fundantes de Educação)

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06 abril 2011

Símbolo atrás das Palavras

O símbolo é o sinal (figura, imagem, palavra etc.) que serve para designar alguma coisa. Diante dessa definição, percebemos que algumas palavras já nos soam como símbolos e não temos muita dúvida a respeito. Outras, porém, são mais difíceis de se detectar a sua simbologia implícita. Teçamos alguns comentários a respeito.

Quanto dizemos que o cão é o símbolo da fidelidade, a oliveira é o símbolo da paz, a cruz é o símbolo de redenção e o pão e o vinho são símbolos do corpo e sangue de Cristo, isso não nos causa nenhuma surpresa, porque estamos acostumados com esses termos. Digamos, agora, que a propaganda e o protestantismo são, também, termos simbólicos. Mas como? Perguntaríamos.

Tomemos a palavra propaganda. Diante dela, pensamos na influência planejada nas camadas de compradores em potencial, influência esta exercida pelas imagens veiculadas pela mídia. Acontece que, por detrás da imagem, há sentimentos e opiniões, conscientes e inconscientes do consumidor, correspondendo às mais variadas formas de desejo: posse, prestígio, saúde, riqueza, status etc. O símbolo surge quando vinculamos esse desejo à coroa de um rei ou de uma rainha, ou seja, acrescentamos valor à imagem. Quando, então, o comprador adquire este bem, ele tem a impressão que está acima do ser comum, transforma-se imaginariamente no rei ou na rainha.

Um outro exemplo, o protestantismo. Ele foi um protesto contra determinadas formas de culto do fim da Idade Média. Embora condene o símbolo sacrificial da missa católica, não resta dúvida que criou, também, a sua simbologia. Isto porque nenhum culto religioso deixará de ter uma forma material para comunicar os seus ensinamentos.

Anotemos: os símbolos convivem conosco; influenciam-nos sobremaneira, sem o percebermos.

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