07 janeiro 2026

Pensamento Positivo — ou Negativo?

O pensamento positivo foca em resultados favoráveis e soluções, buscando crescimento e bem-estar. Nasce no New Thought (século XIX), passa pela autossugestão e primeiras correntes psicológicas, é popularizado por Norman Vincent Peale nos anos 1950, depois é revisitado de forma científica pela Psicologia Positiva moderna. 

O pensamento negativo é um padrão mental focado em autocrítica, pessimismo e preocupação excessiva sobre falhas passadas ou medos futuros, caracterizado por interpretações distorcidas da realidade e julgamentos severos sobre si mesmo, os outros e o mundo. Esse comportamento doentio pode afetar o bem-estar emocional, tendo como consequência, o aparecimento da ansiedade e da depressão se não gerenciado corretamente. 

Na filosofia, o "pensamento negativo" tem significados distintos, que variam desde uma abordagem crítica e dialética para questionar o status quo até o pessimismo filosófico que argumenta que a existência é fundamentalmente sofrida. Ele não se resume ao conceito psicológico de pensamentos prejudiciais do dia a dia

Qual tipo de pensamento é mais poderoso: o negativo ou o positivo? Nenhum dos dois é mais poderoso em todas as situações. O pensamento negativo parece mais forte, porque o cérebro humano tem o chamado viés de negatividade, ou seja, lembramos mais de eventos e emoções negativos, pois o cérebro prioriza riscos e ameaças. Isso vem da evolução: prestar atenção ao perigo aumentava as chances de sobrevivência.

Então… qual é melhor? O pensamento negativo é útil para analisar riscos. O pensamento positivo é útil para agir com confiança e continuar avançando. O mais “poderoso”, na prática, é o equilíbrio: pensamento crítico para avaliar ameaças; otimismo realista para seguir adiante. Em outras palavras, usar o negativo para enxergar o problema; o positivo, para construir a solução.

Sobre a autoajuda. A autoajuda é valiosa quando inspira reflexão e mudança consciente, mas pode ser prejudicial quando promete soluções fáceis para problemas complexos. Ela funciona melhor quando é crítica, realista e aplicada à própria experiência. A autoajuda pode ajudar a crescer ou iludir, dependendo do uso. O ideal é encará-la como ferramenta, não como verdade absoluta.

O meio-termo proposto por Aristóteles é o fundamento do pensamento crítico. Em tudo o que se nos apresenta à mente, ponderemos, analisemos os prós e os contras e teremos uma visão mais clara da realidade.

Fonte de Consulta

IA

06 janeiro 2026

O ChatGPT e o Pensar

Questão: o ChatGPT ajuda-nos a pensar ou pensa por nós?

Em sua resposta, o ChatGPT procurou explicar o significado do pensar no sentido humano, esclarecendo-nos que envolve coisas como dar sentido à experiência, fazer julgamento de valor, decidir o que é importante, ter intuição, criatividade, emoções e intenções. Esses elementos não existem em um modelo de linguagem. Nesse sentido, o ChatGPT ajuda-nos a pensar, mas não pensa por nós.

O que o ChatGPT faz, então? Reconhece padrões em textos, combina informações, propõe possibilidades, organiza ideias e caminhos, oferece contrapontos e alternativas. Consequentemente, isso pode acelerar o nosso raciocínio, ampliar nossas perspectivas, estruturar nossos argumentos e sugerir-nos outros ângulos de análise. Em outras palavras, funciona como uma ferramenta de pensamento, não um substituto do pensar.

Quando o ChatGPT “parece” estar pensando por nós? Isso acontece quando aceitamos as respostas sem questionar, usamos o modelo como autoridade final e delegamos o julgamento crítico. Nesse caso, o risco não é a IA “pensar demais” — é nós pensarmos de menos. Lembremo-nos de que toda ferramenta forte exige uso crítico. Qual o melhor modo de atuação? Termos sempre a IA como parceira do raciocínio, no sentido de explorar ideias, testar hipóteses, pedir contra-argumentos, organizar pensamentos e aprender a revisar conceitos.

Em termos filosóficos, o ChatGPT não tem consciência, quer dizer, não pensa no sentido forte, não compreende, apenas manipula linguagem. Logo, não produz sentido existencial. Mas, pode funcionar como extensão do pensamento humano, ampliando possibilidades de reflexão e diálogo. Assim, numa leitura filosófica, ele não pensa por nós, contudo pode modificar a maneira como pensamos.

Ética e responsabilidade moral. Do ponto de vista moral, a IA não pensa no sentido responsável do termo, pois pensar exige consciência, valores e decisão. Logo, não há transferência de responsabilidade. O risco ético não é a IA “pensar por nós”, mas nós deixarmos de pensar por nós mesmos. Dessa forma, o uso eticamente maduro é utilizar a IA como apoio ao raciocínio, mantendo a autonomia, o julgamento e a responsabilidade humanos.

Autoria e criatividade. A dúvida que surge: quem é o autor? quem cria? onde está a originalidade? De acordo com o ChatGPT, em termos éticos e filosóficos, a IA não é autora, não cria com intenção ou experiência, não produz sentido próprio. Ela pode ampliar o processo criativo, enriquecer a reflexão e estimular novas formas de expressão. Mas, a autenticidade, a decisão estética e a responsabilidade criadora permanecem humanas.

Fonte de Consulta

ChatGPT

 

06 dezembro 2025

Arrependimento

Arrependimento. Angustiante reconhecimento da culpa.  É um sentimento de pesar ou remorso que surge quando uma pessoa acredita que cometeu uma ação errada ou fez algo que não deveria ter feito. Percepção de que a escolha teve repercussões negativas para si mesma ou para outras pessoas. Pode ser em relação ao passado como ao futuro (decisões adiadas e, caso tivessem sido tomadas, os resultados poderiam ser completamente diferentes).  

Nas 95 Teses, documento escrito por Martinho Lutero (1483-1546) que questionava práticas da Igreja Católica, especialmente a venda de indulgências, e afixada, em 31 de outubro de 1517, na porta da Igreja do castelo de Wittenberg, há alusão ao arrependimento verdadeiro, ou seja, o perdão dos pecados vem do arrependimento sincero, não de pagamentos. Lutero abre as teses afirmando que o arrependimento verdadeiro é uma mudança contínua de vida, não algo que pode ser resolvido com um simples pagamento ou ritual.

Para a religião, a liberdade identifica-se com o sacrifício. As propostas são de renúncia à própria personalidade, de obediência à vontade de Deus e de arrependimento pelas más ações cometidas. Procedendo desta forma, vivenciaremos plenamente o bem e tornar-nos-emos bem-aventurados no reino dos céus. Lá receberemos as recompensas pelo esquecimento da injúria, pelo perdão concedido aos nossos ofensores e pela quietude do espírito nas situações críticas da existência.

Os filósofos estão de acordo em admitir o valor moral do arrependimento. Espinosa, embora julgue que o arrependimento “Não é uma virtude, isto é, não deriva da razão” e que, portanto, quem se arrepende é duplamente miserando e impotente (uma vez porque agiu mal e depois porque se aflige com isso), reconhece que aquele que está submetido ao arrependimento pode, todavia, a voltar a viver segundo a razão muito mais facilmente do que os outros. Montaigne, que dedicou ao arrependimento um de seus ensaios mais notáveis, observara, porém, que o arrependimento não deve transformar-se no desejo “de ser outro”. (1)   

Para Schopenhauer, o arrependimento não é sobre a vontade mudar (o que é impossível), mas sobre o conhecimento mudar, levando a pessoa a se arrepender do que fez em vez do que quis, pois agiu sob falsas noções; ele é uma forma de o caráter adquirido (o eu) se aperfeiçoar, revelando uma discrepância entre o querer e o fazer, um tormento que, ao ser reconhecido, pode levar à negação da Vontade de Vida e à paz interior, mas também pode ser visto como um sofrimento pela descoberta de sua própria essência imutável. (2)

(1) ABBAGNANO, N. Dicionário de Filosofia. São Paulo: Mestre Jou, 1970.

(2) Vista geral de IA

02 novembro 2025

Racionalismo (Algumas Notas)

1 — Conceito de Racionalismo. 2 — Representantes do Racionalismo. 3 — Descartes. 4 — Spinoza. 5 — Leibniz. 6 — Pascal. 7 — Bibliografia Consultada.

1 — Conceito de Racionalismo

Racionalismo. Doutrina que privilegia a razão dentre todas as faculdades humanas, considerando-a como fundamento de todo conhecimento possível.

Contrariamente ao empirismo (valorizando a experiência) e ao fideísmo (valorizando a revelação religiosa), o racionalismo designa doutrinas bastante variadas suscetíveis de submeter à razão todas as formas de conhecimento. Em seu sentido filosófico, ele tanto pode ser uma visão do mundo que afirma o perfeito acordo entre o racional e a realidade do universo quanto uma ética que afirma que as ações e as sociedades humanas são racionais em seu princípio, em sua conduta e em sua finalidade. (Japiassu, 2008)

Pensamento e Religião (Algumas Notas)

1 — O Fenômeno Religioso. 2 — Judaísmo, Cristianismo e Islamismo. 3 — Hinduísmo e Budismo. 4 — Confucionismo e Taoísmo. 5 — Outras Religiões. 6 — Atitudes Filosóficas diante da Religião. 7 — Bibliografia Consultada.  

1 — O Fenômeno Religioso

Não foi apenas o pensamento racional que procurou dar respostas a certas preocupações humanas. As religiões também tentaram explicar temas como a origem do mundo e dos homens, seu destino após a morte e a melhor maneira de se comportar com os outros e consigo mesmo. Grande parte da história do pensamento racional transcorreu em paralelo ou se confundiu com a história das religiões. Apesar da rápida secularização de alguns países ocidentais, uma grande parte da humanidade continua a explicar o mundo e a orientar seu comportamento a partir de pressupostos religiosos.

Nova Ciência (Algumas Notas)

1 — Começo da Revolução Científica. 2 — A Nova Ciência: Bacon. 3 — A Nova Ciência: Galileu. 4 — O Apogeu da Revolução Científica. 5 — Giordano Bruno: o Universo Infinito. 6 — Bibliografia Consultada.

1 — Começo da Revolução Científica: Copérnico

Com o Renascimento, começa a revolução científica, longo e complexo processo de mudança pelo qual uma nova imagem do mundo se impõe às velhas ideias científicas da Antiguidade e da Idade Média. Esse processo percorre suas primeiras fases nos séculos XV e XVI e culmina no século XVII com a mecânica celeste de Newton: seu ponto central está situado na revolucionária teoria astronômica de Copérnico, que afirma, pela primeira vez, que a Terra não é o centro do Universo. 

Junto com a astronomia, a nova ciência escavou o chão sob os fundamentos e princípios básicos da física de Aristóteles: a finitude do Universo, a heterogeneidade das substâncias terrestres e celestes (incorruptíveis e inalteráveis), a interpretação finalista do movimento, a uniformidade e a circularidade do movimento dos corpos celestes, a distinção entre movimentos naturais e movimentos violentos ou antinaturais. 

Iluminismo (Algumas Notas)

1 — O Pensamento Iluminista. 2 — O Iluminismo Francês. 3 — O Enciclopedismo. 4 — Rousseau. 5 — O iluminismo Alemão. 6 — As Ideias Científicas do Iluminismo. 7 — Bibliografia Consultada.

1 — O Pensamento Iluminista

Filosofia e movimento cultural

O Iluminismo que é tanto uma filosofia quanto um movimento cultural, tem suas origens na Inglaterra, de onde se expande para França, Alemanha e demais países europeus, dentro de limites cronológicos fixados por convenção entre a revolução inglesa de 1688 e a revolução francesa de 1789.

Do ponto de vista filosófico, esse é um período do pensamento iluminista, que aspira à emancipação do homem e de toda a humanidade por meio das luzes da razão. A ruptura que então se estabelece com a tradição metafísica não tem precedente. (Temática Barsa, 2005)

Idealismo Alemão (Algumas Notas)

1 — Idealismo Alemão. 2 — A Filosofia Alemã depois de Kant. 3 — O Idealismo Absoluto: Hegel. Bibliografia Consultada.

1 — Idealismo Alemão

Idealismo

O idealismo é uma atitude de espírito aberta a um ideal. Idealista é aquele que crê no poder das ideias e na nobreza dos sentimentos, para reformar o homem e a sociedade. Neste sentido, o idealista se opõe tanto ao materialista quanto ao egoísta.

Designa de maneira geral a tendência filosófica que reconduz qualquer existência ao pensamento — seja na realidade, seja no conhecimento. Aplica-se a partir de então a doutrinas bem diferentes.

Em Platão, a existência separada atribuída às ideias com relação ao mundo material é igualmente denominada de "realismo platônico".

Filosofia Medieval (Algumas Notas)

1 — O Pensamento Medieval. 2 — A Escolástica. 3 — Bibliografia Consultada. 

1 — O Pensamento Medieval

Desde a dissolução do Império Romano, no século V, até a época do renascimento, que tem início no século XV, decorre a "Idade Média" da história ocidental, considerada uma obscura e prolongada etapa de transição em que o pensamento se teria extraviado perdido num fundo de primitivismo. Só o esforço da igreja teria mantido intacto o fio de continuidade com o passado. Hoje, sem se pôr em dúvida a barbárie dos primeiros séculos medievais, valoriza-se a Idade Média como uma época autônoma e original em que se reinterpretou o legado do pensamento antigo a se forjarem respostas para a relação do homem com Deus e com o Universo que a razão técnico-científica ainda não tinha conseguido encontrar.

Filosofia Clássica e Helenismo (Algumas Notas)

1 — Os Sofistas. 2 — Sócrates. 3 —Platão. 4 — Aristóteles. 5 — Pensamento Helenístico. 6 — O Pensamento Trágico. 7 — A Ciência no Mundo Clássico. 8 — Bibliografia Consultada.

1 — Os Sofistas

O triunfo da democracia em Atenas (século V a.C.), seu esplendor econômico e cultural, juntamente com sua preponderância política na Grécia, provocaram uma situação inédita que levantou novos problemas e orientou para outros rumos a especulação filosófica: do problema da physis ao problema antropológico. Problemas práticos - política, moral, religião, educação, linguagem etc. - ocuparam os novos personagens da época, os sofistas. Sua atitude relativista em política, em moral, chegando mesmo a questionar a possibilidade de um conhecimento verdadeiro e comum - era expressão do espírito da época. A democracia supõe conceder valor à opinião e, portanto, à diversidade de pontos de vista, o que é incompatível com a defesa de uma verdade absoluta. 

O movimento sofista

Dá-se o nome de sofistas a um conjunto de pensadores gregos que florescem na segunda metade do século V a.C. e que têm em comum, ao menos, os fatos de terem sido os primeiros educadores profissionais (organizavam cursos completos e cobravam grandes quantias para ensinar) e de que entre seus ensinamentos a retórica e um conjunto de disciplinas humanísticas (política, moral etc.) ocupavam lugar de destaque. O advento da democracia trouxe consigo uma mudança notável na natureza da liderança: a linhagem já não era suficiente, e a liderança política passava pela aceitação popular. Numa sociedade onde a assembleia do povo tomava as decisões e onde a aspiração máxima era a vitória, um político precisava dominar a arte de convencer, a arte de persuadir as massas de que a sua era a melhor proposta. Precisava, além disso, ter certas ideias a respeito da lei, a respeito do justo e do conveniente, e também a respeito do Estado. Eram esses os ensinamentos que os sofistas proporcionavam.

Conhecimento (Algumas Notas)

1 — Em que Consiste o Conhecimento. 2 — Processos do Conhecimento.  3 — Origem e Limites do Conhecimento. 4 — Certeza e Verdade. 5 — Estrutura Lógica do Conhecimento. 6 — O Raciocínio e suas Variantes. 7 — Conhecimento Científico. 8 — Bibliografia Consultada.

1 — Em que Consiste o Conhecimento

O ser humano tem necessidade de conhecer. Há uma exigência "física" de conhecimento, derivada do fato de viver: é preciso conhecer a realidade, para se orientar, decidir e agir. Mas existe também no ser humano uma exigência que já não é meramente de sobrevivência, e que podemos qualificar de "exigência de verdade". Segundo Aristóteles, "todos os homens, por natureza, desejam saber". Essa é sua dimensão teórica (teoria quer dizer "contemplação"), que o leva não apenas a conhecer, mas também a refletir sobre o próprio conhecimento: sua origem, seus limites ou os critérios sobre nossas certezas. A parte da filosofia que aborda o problema do conhecimento recebeu ao longo da história diferentes nomes: teoria do conhecimento, gnosiologia, epistemologia etc.

A teoria do conhecimento é dividida em duas partes: uma que trata do conhecimento em geral e outra que trata do conhecimento científico em particular.

O Advento do Cristianismo (Algumas Notas)

1 — O Cristianismo e a Concepção Grega do Mundo. 2 — Gnosticismo e Neoplatonismo. 3 — A Patrística. 4 — A Mentalidade Romana: O Direito e o Ecletismo. 5 — Santo Agostinho. 6 — Bibliografia Consultada.

1 — O Cristianismo e a Concepção Grega do Mundo

A civilização ocidental é o resultado de uma dupla herança constituída, por um lado, pelo pensamento grego e, por outro, pelo cristianismo. É importante compreender a dimensão que o advento do cristianismo assumiu, perceber que nosso pensamento não seria o mesmo sem essa herança, e que a civilização europeia se debateu e ainda se debate nos limites estabelecidos por essa religião — mesmo quando, já na modernidade, o tema da morte de Deus se tornou recorrente.

A relação do cristianismo com a cultura grega clássica inclui várias facetas: desde a oposição, devido à sua natureza diferente — uma verdade revelada perante uma verdade racional —, até sua aliança diante da necessidade de repensar a realidade no contexto do pensamento cristão, sem esquecer as diferenças nunca superadas em sua concepção de mundo ou da divindade.

Ação (Algumas Notas)

1 — A Ação. 2 — A Ação Moral. 3 — A Liberdade. 4 — Sobre a Probabilidade de Critérios Morais Universais. 5 — Ética. 6 — Trabalho e Tecnologia. 7 — Bibliografia Consultada.

1 — A Ação

O ser humano não tem apenas uma dimensão contemplativa, por meio da qual busca o conhecimento teórico do Universo e da própria sociedade. Tem também uma dimensão prática que o leva a agir no mundo, a realizar diversos tipos de ações.

Ação é a maneira específica da atividade humana, resultado de sua condição de ser livre — e nisso é diferente dos demais seres vivos, que nascem programados por sua herança genética. O animal responde ao seu mundo de acordo com esse programa genético; o ser humano age, e dessa maneira transforma o seu mundo, mas sobretudo o cria e inventa. (Temática Barsa, 2005)

30 outubro 2025

Começo da Filosofia

Saber é saborear 

A palavra grega que designa o “sábio” prende-se etimologicamente a sapio, eu saboreio, sapiens, o degustador, sisyphos, o homem do gosto mais apurado, um apurado degustar e escolher, um significativo discernimento constitui, pois, segundo a consciência do povo, a arte própria do filósofo. (Friedrich Nietzsche, A Filosofia na Época Trágica dos Gregos)

Tal comida ou bebida sabe a um determinado gosto. Saborear significa distinguir de outras coisas, separando-as para analisá-la. Ao analisar, decompomos em seus elementos, caracterizando-os, classificando-os, determinando-os, diferenciando uns dos outros, discernindo-os. A frase “saber é saborear” conecta-se ao início da filosofia porque expressa o mesmo impulso que a originou: o amor, o prazer e o encanto pelo conhecimento.

No princípio, era (= é) o espanto

O espanto, é, como pathos, a arkhé da filosofia. Devemos compreender, em seu pleno sentido, a palavra grega arkhé. Designa aquilo de onde algo surge. Mas este “de onde” não é deixado para trás no surgir; antes, a arkhé torna-se aquilo que é expresso pelo verbo arkhein, o que impera. O pathos do espanto não está simplesmente no começo da filosofia, como por exemplo, o lavar das mãos precede a operação do cirurgião. O espanto carrega a filosofia e impera em seu interior. (Martin Heidegger. Que é Isto – a Filosofia?)

A expressão “no princípio era o espanto” remete à ideia de que a filosofia nasce da admiração diante do mundo. Os primeiros pensadores gregos começaram a filosofar porque se maravilhavam e se intrigavam com o que viam — o céu, a natureza, a vida, o ser humano. O espanto é a origem da filosofia, porque só quem se admira e se surpreende começa a pensar e a buscar o saber. Além do mais, o espanto ao mesmo tempo dá origem ao filosofar e nele permanece, continuando a determiná-lo ele perpassa qualquer passo da filosofia, diz Heidegger.

Fonte de Consulta

GOTO, Roberto. Começo da Filosofia. Campinas, SP: Editora Átomo, 2000

11 outubro 2025

Mantra

Mantra — do sânscrito man ou manas (mente) e tra (instrumento ou ferramenta) —, significa literalmente “instrumento da mente” ou “ferramenta para direcionar o pensamento”. Um mantra é uma repetição focalizada de sílabas, palavras ou frases que ajudam a concentrar a mente e o corpo, favorecendo processos de transformação interior. Sua prática combina som, ritmo e intenção, permitindo que o indivíduo encontre um estado de serenidade e clareza mental.

A origem dos mantras remonta à Índia, por volta de 1500 a.C., especialmente aos Vedas, os textos sagrados mais antigos do hinduísmo. Para os védicos, o mantra era uma fórmula sagrada composta de sons e sílabas com o poder de invocar, proteger ou transformar a consciência. Esses sons eram considerados vibrações espiritualmente eficazes, utilizadas em rituais, meditação e devoção. Um mantra amplamente reconhecido é o som primordial Om, que, segundo os Upanixades, representa toda a criação e a unidade de todas as coisas do universo.

Fora das tradições religiosas, passou a designar qualquer frase repetida com frequência que contenha uma verdade essencial ou um princípio orientador. Exemplos disso são expressões como “um dia de cada vez” ou “fazer o bem sem ostentação”. O psicólogo e farmacêutico francês Émile Coué (1857–1926) adotou esse princípio em sua famosa fórmula: “Todos os dias, de todas as maneiras, estou cada vez melhor” (Tous les jours, à tous points de vue, je vais de mieux en mieux), posteriormente adaptada no Brasil para “Todos os dias, sob todos os aspectos, eu vou cada vez melhor”.

Coué foi o criador do método da autosugestão consciente, uma forma de reprogramação mental baseada na repetição positiva. Ele acreditava que a imaginação e a crença influenciam diretamente o comportamento e a saúde. Por isso, recomendava repetir sua frase preferida duas vezes por dia, vinte vezes seguidas, com calma e convicção, para reeducar o inconsciente. 

A neurociência contemporânea entende o mantra como uma forma de repetição sonora e rítmica que ajuda a focar a atenção, reduzir a dispersão mental e induzir estados de calma. Estudos indicam que essa prática diminui a atividade do córtex pré-frontal — área associada à preocupação e ao pensamento analítico —, enquanto ativa o sistema límbico, ligado às emoções, e regula o sistema nervoso autônomo. 

Com relação ao sistema nervoso, temos: 1) benefícios fisiológicos: redução da frequência cardíaca, da pressão arterial e o relaxamento muscular; 2) benefícios psicológicos: diminuição da ansiedade, o aumento da clareza mental, o foco e a sensação de bem-estar. 

Em síntese, repetir um mantra acalma o cérebro, regula a respiração e harmoniza corpo e mente. 

Fonte de Consulta

ARP, Robert (Editor). 1001 Ideias que Mudaram a Nossa Forma de Pensar. Tradução Andre Fiker, Ivo Korytowski, Bruno Alexander, Paulo Polzonoff Jr e Pedro Jorgensen. Rio de Janeiro: Sextante, 2014.

ChatGPT (inclusive com sua ajuda para melhorar o texto final).

28 setembro 2025

Poder

Quando pensamos no poder, quase sempre nos vem à mente a ideia de poder político ou econômico. É comum entendermos o poder como aquilo que controla a sociedade, algo semelhante ao controle ou à autoridade. No entanto, é mais adequado considerar que o poder está ligado ao que é possível realizar. Visto desse modo, todos nós possuímos algum poder.

O poder do ser humano se manifesta em sua capacidade de agir sobre o mundo. Ele não se limita apenas à ação sobre os outros, mas também sobre as coisas ao seu redor. Nos pequenos atos diários, sempre que temos liberdade de escolha, revelamos formas diversas de poder. Não é o mesmo o poder de um estudante, de uma mãe, de um cientista, de um atleta ou de um artista. Em todos os casos, há uma afirmação de si mesmo ou a expressão da vontade de um grupo.

A razão constitui outro tipo de poder fundamental. É ela que nos permite descobrir a ordem presente na natureza e, ao mesmo tempo, projetar o futuro. Graças à razão, o ser humano é capaz de tomar decisões que conduzem à realização de seus sonhos e que o libertam do simples instinto. Trata-se, portanto, de um poder que amplia nossas possibilidades e nos ajuda a controlar melhor a própria vida.

Entretanto, em uma sociedade organizada por regras, o poder também pode se manifestar como dominação. Nem sempre ele é exercido de maneira justa ou legítima. Muitas vezes, recorre-se à imposição, à violência ou ao abuso de autoridade para alcançar determinados objetivos. Exemplos disso são o chefe que ameaça os trabalhadores, o professor que abusa de sua posição ou o funcionário que nega atendimento por capricho. São formas de usar o poder de maneira arbitrária, reforçando desigualdades e injustiças.

Existe ainda o poder da resistência, chamado contrapoder. Esse não depende de nossa força física ou de nossa posição social, mas da capacidade de limitar ou questionar o poder dos outros. O contrapoder é a presença que não pode ser ignorada, a força que lembra que nem tudo é permitido. Por fim, há o poder legítimo, aquele que se exerce para o bem comum, que aceita ser limitado e que leva em conta os interesses da coletividade. Uma decisão só é justa quando considera os outros, pois o verdadeiro poder é aquele que promove equilíbrio, justiça e responsabilidade social.

Fonte de Consulta

Atlas Básico de Filosofia. Textos de Hector Leguizamón. Tradução de Ciro Mioranza. São Paulo: Escala Educacional, 2007. 


  

27 setembro 2025

Lógica e Matemática

As matemáticas são um instrumento essencial para compreender a natureza. Sua relação com o mundo real e com a razão humana ainda é um mistério.

Muitos pensam que as matemáticas e a lógica têm basicamente a mesma origem. Porém, não são a mesma coisa. Na Grécia, Pitagóricos e Aristóteles criaram métodos dedutivos baseados em axiomas. A lógica passou a fundamentar a matemática. Serviu como instrumento para organizar raciocínios. Mostrou que o conhecimento podia ser demonstrado passo a passo. Assim, tornou-se possível fundamentar a matemática.

A palavra “matemática” vem do grego e significava “ciência do aprendizado”. Desenvolveu-se no Egito e na Babilônia e foi dividida em Aritmética, Geometria, Astronomia e Música. Os árabes transmitiram esse saber à Europa. As figuras de geometria, os números e os cálculos foram os instrumentos fundamentais do desenvolvimento das matemáticas, até que surgiram as equações.

Os princípios matemáticos não são evidentes na natureza. Cada cultura elaborou sua própria matemática Todas, porém, buscaram princípios racionais que explicam os fenômenos. A matemática expressa tanto a razão quanto a realidade mental. Ou seja, esses princípios são o fundamento da razão e expressam uma realidade que está em nossa mente.

A geometria grega mostrou o rigor da dedução. Teoremas eram derivados de axiomas e definições. No entanto, pequenas mudanças neles levam a resultados diferentes, o que limita a dedução pura. Por isso, a matemática é sempre progressiva. Um exemplo: Euclides demonstrou que a soma dos ângulos internos de um triângulo equivale a dois ângulos retos. Mas um ponto central e ao mesmo tempo problemático é a escolha dos axiomas.

A lógica aristotélica era ligada à linguagem comum, ainda muito limitada. Depois evoluiu para uma linguagem simbólica. Isso permitiu uma formalização das demonstrações e uma melhor definição dos processos. Por fim, a lógica formal chegou a influenciar até mesmo a compreensão das proposições lógicas.

Fonte de Consulta

Atlas Básico de Filosofia. Textos de Hector Leguizamón. Tradução de Ciro Mioranza. São Paulo: Escala Educacional, 2007. 


Escolas Filosóficas e Pensadores

Escola, movimento ou pensador: Pré-socráticos I / Os milesianos (séc. VII a.C.)
Representantes: Tales, Anaximandro, Anaxímenes
Ideologia ou pensamento: Originários de Mileto, na costa da Ásia Menor, confiavam em uma interpretação racional e materialista do universo. Buscavam os primeiros princípios que o constituíam. Só conservamos fragmentos das obras dos pré-socráticos.

Escola, movimento ou pensador: Pré-socráticos II (séc. V a.C.)
Representantes: Pitágoras, Parmênides, Heráclito
Ideologia ou pensamento: Refletiram sobre nossa forma de entender o mundo, a natureza e o que é o pensamento. Para Pitágoras, os números exprimem a harmonia do universo. Parmênides afirmava que “o ser é uno e é”. Heráclito afirmava que “a verdade é absoluta e mutável” e que “tudo flui” e nada permanece igual.

História da Filosofia: uma Síntese

SUMÁRIO: 1. Introdução. 2. Considerações Iniciais. 3. Filosofia Antiga: 3.1. Pré-Socráticos; . 3.2. Período Clássico ou Grego Romano. 4. Filosofia Medieval. 5. Filosofia Moderna. 6. Filosofia Contemporânea. 7. Conclusão. 8. Bibliografia Consultada.

1. INTRODUÇÃO

O objetivo deste trabalho é sintetizar a história da filosofia, salientando os aspectos relevantes em cada um de seus períodos: filosofia antiga, filosofia medieval, filosofia moderna e filosofia contemporânea.

2. CONSIDERAÇÕES INICIAIS

A filosofia difere da ciência, porque necessita da história. Nenhum filósofo começa do zero, mas acrescenta ao que o filósofo precedente já descobriu. Pode-se dizer que a história da filosofia é a soma das contribuições que cada filósofo deu ao quebra-cabeça que é a experiência humana. Vem um filósofo e dá uma solução, e todos aclamam como a melhor; tempo mais tarde, vem outro e dá outra solução para o mesmo problema, e assim sucede no tempo.

23 setembro 2025

Imaginação

A imaginação é a faculdade mental capaz de formar imagens, ideias e conceitos que não estão presentes na realidade imediata. Ela possibilita representar objetos, acontecimentos e relações de modo criativo e construtivo. Embora muitas vezes criticada, é fundamental para o pensamento, pois nos permite inventar mundos possíveis e descobrir novos caminhos — tanto na ciência quanto na vida cotidiana.

Imaginação e pensamento. Desde o início, a imaginação está ligada ao mundo da percepção. Ela contribui para o pensamento ao oferecer imagens inspiradas no sensível. No entanto, esse modo de pensar é mais limitado que o pensamento abstrato, pois pode conter erros: aquilo que imagino nem sempre corresponde ao que percebo na realidade. Assim, o produto da imaginação nem sempre se traduz em um pensamento coerente.

Imaginação e ciência. Quando Nicolau Copérnico ousou imaginar o mundo de outra forma, abriu caminho para novas teorias. Na ciência, a imaginação tem papel essencial: permite formular hipóteses e também conceber experiências capazes de confirmá-las ou refutá-las.

Controle da imaginação. Podemos controlar nossa imaginação? Talvez em parte. No sonho, por exemplo, sentimos uma ausência quase total de controle, e as imagens surgem sem obedecer a nenhuma ordem. Surge, então, a dúvida: a imaginação segue uma lógica própria, incontrolável como nos sonhos, ou representa um espaço de liberdade, como parece ocorrer quando sonhamos acordados?

Utopia e ideal. A utopia — o sonho de um mundo melhor — foi capaz de questionar governos e estruturas sociais ao longo da história. Reduzir a imaginação apenas a uma via de acesso ao irreal é esquecer que ela também pode revelar um ideal e inspirar transformações.

Imaginação e mito. No pensamento mítico, a força da imaginação é evidente. Os mitos nos recordam que, antes de aprender a raciocinar, os seres humanos já sonhavam. E mesmo depois de aprender a pensar, continuamos a sonhar. As construções imaginárias fazem parte de toda cultura e ajudam a defini-la tanto quanto suas realizações concretas.

Fonte de Consulta

Atlas Básico de Filosofia. Textos de Hector Leguizamón. Tradução de Ciro Mioranza. São Paulo: Escala Educacional, 2007. [Texto melhorado pelo ChatGPT] 

 

21 setembro 2025

Ortodoxia (Resumo de Livro)

O livro Ortodoxia, de Gilbert K. Chesterton, é uma espécie de “autobiografia intelectual”, uma reflexão pessoal. Sua proposta é explicar por que chegou à fé cristã — mais especificamente, ao cristianismo ortodoxo. Seus 9 capítulos são:   — Introdução em Defesa de Tudo o Mais — O Maníaco — O Suicídio do Pensamento — A Ética da Elfolândia — A Bandeira do Mundo — Paradoxos do Cristianismo — A Eterna Revolução — O Romance da Ortodoxia — A Autoridade e o Aventureiro.

Gilbert Keith Chesterton (1874-1936), nascido em Londres, foi escritor, poeta, crítico de arte, jornalista, teólogo... Sua vasta obra, em torno de 80 livros, abarca desde os clássicos de seu pensamento crítico e apologético como Ortodoxia e O Homem Eterno até ficções como O Homem que Foi Quinta-Feiraalém dos muitos livros de seu renomado detetive, Padre Brown.  Sua obra teve considerável influência sobre nomes que vão desde C. S. Lewis até Jorge Luís Borges.

Neste livro, ele: 

Critica tanto o ceticismo moderno quanto o racionalismo fechado. Valoriza a liberdade, e tenta explorar as perguntas fundamentais da vida.

Afirma que o cristianismo é cheio de aparentes contradições, tais como, humildade e ousadia, sofrimento e alegria. Não considera isso como um defeito, mas um sinal de vitalidade, pois evita os extremos destrutivos. 

Observa que a modernidade sofre de “doença mental”, pois perde contato com o senso comum. Acha que o niilismo e o relativismo são perigos que secam a alma.

Esclarece que a fé cristã é uma aventura intelectual e espiritual. É uma redescoberta das coisas sagradas da vida. 

Reconhece que os dogmas não aprisionam, mas permitem ao homem, com o seu livre-arbítrio, agir num espaço seguro, em vez de se perder no vazio.

Faz uma defesa da figura de Cristo, que une os contrários e dá sentido à experiência humana mais responsável. 

Em síntese, apresenta o cristianismo como a resposta mais satisfatória às inquietações humanas. 

 

 

17 setembro 2025

O Jeito Estoico de Viver (Resumo de Livro)

Título do livro: O Jeito Estoico de Viver: Regras Simples para o Cotidiano. William Mulligan. Tradução de Cássia Zanon. São Paulo: Latitude, 2025.

Capítulos do livro: — O que tem de errado com minha vida, afinal? — Aqui estão os princípios básicos — A alegria da felicidade — Literalmente não consigo fazer nada — Se não está quebrado, não se pode consertar — Pelo menos uma coisa é certa — Alguém me entende? — Polegar para cima, polegar para baixo — Você conhece aquela vozinha na sua cabeça — A verdade sobre suas coisas maravilhosas — Coloque seus olhos cor-de-rosa — Não pare de parar.

Sobre o autor: William Mulligan é o fundador do popular The Everyday Stoic. A sua missão é conduzir as pessoas através da vida moderna, seguindo as regras e a sabedoria do estoicismo, que acredita serem valiosas para todos — não apenas para alguns eleitos.

Tema central: O livro propõe trazer o estoicismo — filosofia da Grécia e Roma antigas — para ser aplicado no dia a dia moderno, de forma prática e acessível. Mulligan argumenta que não é necessário tornar-se um estudioso profundo, abandonar a sociedade, ou viver em reclusão para adotar uma vida estoica. Em vez disso, a mudança começa com pequenas práticas, hábitos, e com uma transformação na forma de pensar.

Principais regras expostas:

1) Distinguir o que está ou não sob nosso controle. Entender que não podemos controlar eventos externos, mas podemos controlar nossas reações, atitudes, pensamentos. Esse é um dos pilares do estoicismo.

2) Aceitação das limitações e imperfeições. Aceitar que as situações inevitáveis, nossos próprios limites e também de outras pessoas fazem parte da vida, e reagir de forma equilibrada a isso, sem resistência inútil.

3) Cultivo das virtudes estoicas [sabedoria, coragem, justiça e moderação]. Ou seja, agir bem eticamente, ter coragem (inclusive moral), praticar justiça em suas pequenas ações, e manter moderação nos desejos e reações.

4) Resiliência e calma interior. Regras voltadas a lidar com frustrações, adversidades, perdas, incertezas, de modo que possamos manter equilíbrio mental e emocional.

5) Simplicidade e gratidão. Valorizar o que é suficiente, reconhecer as pequenas coisas boas, evitar excessos que geram ansiedade ou comparações.

6) Reflexão sobre a morte e impermanência. Reconhecer que tudo é transitório ajuda a dar valor ao presente, a viver com mais intenção, e a não desperdiçar tempo e energia com o que realmente não importa.

7) Empatia perdão e compreensão das falhas dos outros. Não esperar perfeição nos outros; compreender limitações, cultivar tolerância.

Adotando essas regras, teremos: mais calma interior permanente, menos reações impulsivas; melhor equilíbrio emocional; relações interpessoais mais saudáveis; capacidade de ver adversidades como oportunidades de aprendizado ou crescimento; uma vida mais significativa, com foco no que de fato importa, e menos estresse com o incontrolável.