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25 maio 2025

Rorty, Richard

"A filosofia progride não ao se tornar mais rigorosa, mas ao se tornar mais imaginativa." Richard Rorty

Richard Rorty (1931-2007) foi um filósofo pragmatista estadunidense. Nasceu em Nova York, Estados Unidos. Seus pais eram ativistas políticos e Rorty passou seus primeiros anos lendo sobre Leon Trotsky, o revolucionário russo.

Aos doze anos de idade, ele disse que já sabia que "a questão do ser humano era passar a vida lutando contra a injustiça social". Começou cedo, aos quinze anos, a frequentar a Universidade de Chicago, prosseguindo até um doutorado em Yale, em 1956.

Serviu o exército por dois anos, antes de se tornar um palestrante. Escreveu sua obra mais importante, A filosofia e o espelho da natureza, quando era professor de filosofia em Princeton. Produziu textos em filosofia, literatura e política e, de maneira insólita para um filósofo do século XX, aproximava-se tanto da tradição analítica quanto da europeia continental. Morreu de câncer aos 75 anos.

Resumo de seu pensamento: Quando dizemos "sei do fundo do coração que é errado..." ==> ...admitimos que há uma verdade eterna em relação ao erro. Mas não podemos encontrar quaisquer verdades eternas em relação à ética. ==>...admitimos que o conhecimento que temos é um conhecimento certo. Mas conhecimento absolutamente certo sobre as coisas não é possível. ==> O que conhecemos é uma questão de conversação e prática social. ==> Não há nada em nosso íntimo, exceto o que nós mesmos colocamos lá.

A tendência para retratar a nós mesmos possuindo um tipo de "duplo — uma alma ou um "eu" profundo que "usa a própria linguagem da Realidade" — foi explorada pelo filósofo norte-americano Richard Rorty na introdução de Consequências do pragmatismo (1982). Rorty argumentou que, na medida em que temos tal coisa, a alma é uma invenção humana — é algo que nós mesmos colocamos lá.

Rorty foi um filósofo que trabalhou dentro da tradição americana do pragmatismo. Ao considerar uma afirmação, a maioria das tradições filosóficas pergunta "isso é verdadeiro?", no sentido de "isso representa corretamente o modo como são as coisas?". Já o pragmático considera as afirmações de modo diferente, perguntando: "quais são as implicações práticas de aceitar isso como verdadeiro?"

Obras-chave: A filosofia e o espelho da natureza (1979); Contingência, Ironia e solidariedade (1989); Achieving our country (1998); Filosofia e esperança social (2001)

Fonte de Consulta

O Livro da Filosofia. Tradução Rosemarie Ziegelmaier. São Paulo: Globo, 2011.

 


14 dezembro 2024

James, William

William James (1842-1910) foi um filósofo e psicólogo norte-americano. Um dos criadores da escola filosófica conhecida como “pragmatismo” e um dos pioneiros da “Psicologia Funcional”.

Charles Sanders Peirce, havia proposto uma teoria do conhecimento denominada de "pragmatismo", mas sem grande repercussão. Coube a seu amigo, William James, afilhado de Ralp Emerson, defender e desenvolver as suas ideias.

Verdade e utilidade. A teoria do pragmatismo peirceano mostra-nos que não adquirimos conhecimento apenas observando, mas fazendo, e que contarmos com esse conhecimento somente enquanto ele nos é útil, no sentido de que explica adequadamente as coisas para nós. Quando esse conhecimento não cumpre mais essa função em explicações melhores tornam-no obsoleto, o substituímos. Exemplo: visão geocêntrica e heliocêntrica sobre a Terra. James, por outro lado, aplicaria esse raciocínio à noção de verdade.

Para James, a verdade de uma ideia depende de quanto ela é útil — ou seja, se ela responde o que dela se exige. Se uma ideia não contradiz os fatos conhecidos — tais como as leis da ciência — e proporciona um meio de prever as coisas de forma precisa o suficiente para nossos objetivos, não pode haver razão para não considerá-la verdadeira, da mesma maneira que Peirce considerou o conhecimento como uma ferramenta útil, independente dos fatos.

Influencia duradoura. O pragmatismo proposto por Peirce e exposto por James estabeleceu a América como um centro significativo para o pensamento filosófico no século XX. A interpretação pragmática da verdade por James influenciou a filosofia de John Dewey e gerou uma escola do pensamento “neopragmática” que inclui filósofos como Richard Rorty. Na Europa, Bertrand Russell e Ludwig Wittgenstein se inspiraram na metafisica de James. Seu trabalho na psicologia foi igualmente influente e, muitas vezes, conectado com sua filosofia, em especial, o conceito de “fluxo de consciência”, que, por sua vez, influenciou escritores como Virginia Woolf e James Joyce.

Resumo do seu pensamento. Se estou perdido em uma floresta e vejo uma trilha, posso acreditar: 1) ...que ela leva a comida e abrigo ==> Então sigo a trilha e acho uma saída da floresta rumo à salvação. 2) ... que ela não leva a lugar algum. ==> Então não faço nada, continuo perdido e morto de fome. ==> Minha ação faz com que minhas crenças virem realidade ==> Aja como se o que você faz fizesse diferença. Faz Diferença.

Fonte de Consulta

O Livro da Filosofia. Tradução Rosemarie Ziegelmaier. São Paulo: Globo, 2011. (Cópia de alguns trechos)