O exercício filosófico por excelência é
passar da ilusão da imediatidade à consciência de si.
A imediatidade da realidade leva-nos
aos erros de interpretação, pois a realidade é sempre emocional. Isto se dá
porque, qualquer fato apresentado à nossa percepção, acaba sendo captado
segundo o nosso modo de ver o mundo. Em outras palavras: há sempre um juízo de
valor, uma avaliação, que é sempre pessoal. Urge, assim, passarmos dessa mera
impressão para algo mais profundo, que á a consciência de si.
Pensar por nós mesmos é o primeiro passo, no sentido de não nos fiarmos apenas no que os outros disseram, procedendo como meros recitadores de frases alheias. O segundo passo é colocarmo-nos diante dos outros, para fugirmos ao preconceito e vermos as nossas ideias submetidas à UNIVERSALIDADE. Para tanto, precisamos abrir os nossos ouvidos ao pensamento dos outros. Por que estamos sempre certos e os outros errados? Não é visão deturpada?