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28 março 2014

Objetivo e Subjetivo

Objeto - do latim objectum, do verbo objicere, lançar ou pôr em frente, propor, expor, opor. Etimologicamente, objeto é o que está frente a, o que se opõe ao sujeito. Palavra de uso comum que assume sentidos muito precisos nas diversas disciplinas científicas e filosóficas. Palavra usada pelo vulgo e que se restringe em sentidos muito precisos nas diversas disciplinas científicas e filosóficas. 

Geralmente, o objeto opõe-se ao sujeito cognoscente. Objeto é o que não é sujeito: engloba tudo o que não é sujeito. A dificuldade surge quando os outros sujeitos são considerados objetos para o sujeito que eu sou. Além disso, usamos o termo objeto para nos referirmos aos animais e às coisas. Nesse caso, percebemos que a divisão sujeito-objeto é vaga e imprecisa. 

Para que o termo "objeto" signifique tudo, menos o sujeito individual, deveríamos nos valer da ontologia, da epistemologia e da teoria do conhecimento. A ontologia descreveria a teoria dos objetos, classificando-os segundo características gerais. A teoria do conhecimento e as epistemologias das diversas ciências da natureza e do homem descrevem as condições em que o objeto se constitui como objeto e o modo como se pode chegar ao conhecimento particular que cada ciência o considera. (1)

Objetividade é característica daquilo que existe Independentemente do pensamento (as Ideias platônicas, por exemplo). Opõe-se a subjetividade. A objetividade de um conhecimento se justifica pela universalidade, pela racionalidade e pela imparcialidade do sujeito cognoscente. Exige ainda a observação e experimentação que garantam a validade das operações.

Subjetivo é o que pertence a um sujeito. O sujeito - do francês sujet, súdito. Em metafísica, designa o ser ao qual se referem as transformações e os acidentes. O sujeito lógico – oposto ao predicado – é aquele do qual se afirma ou se nega algo numa proposição. Do ponto de vista da teoria do conhecimento, sujeito opõe-se ao objeto e representa o espírito cognoscente. O sujeito transcendental — oposto ao sujeito empírico — é em Kant o princípio que, jamais procedendo ele próprio de qualquer experiência, unifica a diversidade da experiência. (2)

Subjetivismo - qualquer tendência ou teoria que privilegie o subjetivo ao objetivo. Frequentemente, pejorativo, o termo pode ser aplicado a vários domínios: à metafísica, em que evoca o idealismo absoluto; à lógica, em que nega que a diferença entre o verdadeiro e o falso existe objetivamente; à moral, à estética e à psicologia. (2)

(1) ENCICLOPÉDIA LUSO-BRASILEIRA DE CULTURA. Lisboa: Verbo, [s. d. p.]

(2) DUROZOI, G. e ROUSSEL, A. Dicionário de Filosofia. Tradução de Marina Appenzeller. Campinas, SP: Papirus, 1993.

 



13 março 2009

Auto-Imagem

De acordo com Maxwell Maltz, autoimagem é o resultado de nossos êxitos e fracassos, humilhações e triunfos, e da maneira como as outras pessoas reagem em relação a nós. Muitas vezes esta autoimagem é falsa — mas agimos como se ela fosse verdadeira. Para todos os efeitos, ela passa a ser verdadeira. Exemplificando: se o fracasso profissional ronda a nossa esfera de ação, é possível que nos sintamos inúteis a tudo que nos cerca. Contudo, isto pode ser uma ilusão de nossa parte e não o fato em si.

A autoimagem pode ser medida: são as roupas que vestimos, os gestos que fazemos, as posturas que adotamos. Ela não é estanque. Significa que podemos mudá-la. Roupas desleixadas podem formar uma imagem negativa de nós mesmos. Se nos esforçarmos em andar alinhado, com certeza iremos mudar a imagem que as pessoas fazem de nós. Este exemplo pode ser estendido para outros detalhes de nossa vida.

A suposta "verdade subjetiva" dificulta a mudança de nossa autoimagem. Contudo, se alterarmos a nossa auto concepção, poderemos encarar as coisas de maneira totalmente diferente. Napoleão Bonaparte, certa vez, disse: "A raça humana é governada pela imaginação". Urge, assim, rebelarmo-nos contra o nosso espírito negativo, irreal ou inviável. Ao contrário, procuremos construir autoimagens saudáveis.

Os grandes pensadores da humanidade estão sempre nos orientando a mudar as nossas atitudes e os nossos comportamentos. Para a pergunta, como o indivíduo pode perder a escravidão e ganhar a liberdade, eles respondem: "Mude a maneira de pensar"; "Examine as suas crenças"; "Mude de atitudes"; "Verifique as premissas"; "Altere os pontos de vista"; "Desafie as suas hipóteses".

Não nos iludamos com a opinião alheia. A opinião não é uma verdade. Além do mais, cada um vê o mundo segundo os seus olhos. Vale mais a imagem (consciente) que fazemos de nós mesmos do que toda e qualquer crítica de um terceiro

Primeiro o que vem primeiro; depois, o que vem depois. Invistamos o nosso tempo somente nas coisas essenciais e teremos mais tempo para cultivar a nossa alma imortal.