22 setembro 2010

Os Complexos Têm Cura?

“As moléstias da mente prejudicam os poderes do corpo”. Ovídio

Os complexos — de inferioridade, Frankenstein, Édipo etc. — incrustam-se em nosso psiquismo, porque não soubemos nos defender quando eles nos visitaram pela primeira vez.

complexo é um sistema de ideias, sentimentos, recordações e impulsos inter-relacionados, carregados de emoção, que geralmente são reprimidos e que dão origem a um comportamento anormal ou patológico. Os complexos são mentais, e sendo mentais não podem ser curados por alguma injeção de soro ou pela ingestão de comprimidos ou pós. (1)

De acordo com Dodson, em O Universo do Poder Mental, os complexos têm cura. Há, neste livro, vários métodos e estímulos para a erradicação desse mal. O complexo é uma atitude mental assumida por nós mesmos. Nesse caso, podemos substituí-la por outra, ou seja, por ideias que enobreçam o esforço próprio, o caráter e a personalidade.

Para que possamos absorver o poder superior do cosmo, não devemos forçar para que alguma coisa aconteça; permitamos apenas que aconteça. Quando forçamos, estamos sendo influenciados por condições externas; deixando-as seguir o ritmo normal, elas são direcionadas para o rumo certo, rumo este que está de acordo com o poder divino.

Há muitas orientações sobre a condução do nosso pensamento

Quando estivermos cansados, não permitamos que o espírito assim se sinta. Pensemos que é uma coisa passageira e que isso não pode influenciar a quietude de nosso espírito imortal. A dor, o cansaço e o sofrimento são do corpo. O espírito está sempre vivo, desperto, ativo. Paulo, em suas prédicas, já nos dizia que é imperioso levantar as mãos cansadas e os joelhos desconjuntados e persistir no caminho da evolução espiritual.

Na mente cósmica não há dor ou sofrimento. Em vista disso, dizer para nós mesmos que estamos calmos, sossegados e descontraídos, porque o poder divino nos ilumina, é um excelente exercício. Acrescentemos: serei inspirado por essas falanges do espaço. Nada há a temer. O medo é apenas um preconceito dos nervos.

Estendamos esses pensamentos aos nossos vícios. Digamos: eu rejeito todo o pensamento que macule o meu corpo físico, tais como, o álcool e o fumo. O meu corpo, ligado ao infinito bem, não pode ansiar por coisas materiais que lhe possam fazer mal e prejudicar. O fumo aumenta a infelicidade por meios artificiais.

A mudança comportamental não é tarefa fácil. Contudo, qualquer esforço hoje pode render frutos dulcíssimos num futuro próximo.

(1) DODSON, Samuel. O Universo do Poder Mental. Tradução de Luzia Machado da Costa. Rio de Janeiro: Record, s.d.p., p. 103.