“As moléstias da mente prejudicam os
poderes do corpo”. Ovídio
Os complexos — de
inferioridade, Frankenstein, Édipo etc. — incrustam-se em nosso psiquismo, porque
não soubemos nos defender quando eles nos visitaram pela primeira vez.
O complexo é um
sistema de ideias, sentimentos, recordações e impulsos inter-relacionados,
carregados de emoção, que geralmente são reprimidos e que dão origem a um
comportamento anormal ou patológico. Os complexos são mentais, e sendo mentais
não podem ser curados por alguma injeção de soro ou pela ingestão de
comprimidos ou pós. (1)
De acordo com Dodson, em O
Universo do Poder Mental, os complexos têm cura. Há, neste livro, vários
métodos e estímulos para a erradicação desse mal. O complexo é uma atitude
mental assumida por nós mesmos. Nesse caso, podemos substituí-la por outra, ou
seja, por ideias que enobreçam o esforço próprio, o caráter e a personalidade.
Para que possamos absorver o poder
superior do cosmo, não devemos forçar para que alguma coisa aconteça;
permitamos apenas que aconteça. Quando forçamos, estamos sendo influenciados
por condições externas; deixando-as seguir o ritmo normal, elas são direcionadas
para o rumo certo, rumo este que está de acordo com o poder divino.
Há muitas orientações sobre a condução
do nosso pensamento
Quando estivermos cansados, não
permitamos que o espírito assim se sinta. Pensemos que é uma coisa passageira e
que isso não pode influenciar a quietude de nosso espírito imortal. A dor, o
cansaço e o sofrimento são do corpo. O espírito está sempre vivo, desperto,
ativo. Paulo, em suas prédicas, já nos dizia que é imperioso levantar as
mãos cansadas e os joelhos desconjuntados e persistir no caminho da evolução
espiritual.
Na mente cósmica não há dor ou
sofrimento. Em vista disso, dizer para nós mesmos que estamos calmos,
sossegados e descontraídos, porque o poder divino nos ilumina, é um excelente
exercício. Acrescentemos: serei inspirado por essas falanges do espaço. Nada há
a temer. O medo é apenas um preconceito dos nervos.
Estendamos esses pensamentos aos nossos
vícios. Digamos: eu rejeito todo o pensamento que macule o meu corpo físico,
tais como, o álcool e o fumo. O meu corpo, ligado ao infinito bem, não pode
ansiar por coisas materiais que lhe possam fazer mal e prejudicar. O fumo
aumenta a infelicidade por meios artificiais.
A mudança comportamental não é tarefa
fácil. Contudo, qualquer esforço hoje pode render frutos dulcíssimos num futuro
próximo.
(1) DODSON, Samuel. O Universo
do Poder Mental. Tradução de Luzia Machado da Costa. Rio de Janeiro:
Record, s.d.p., p. 103.