Questão: Pensamento mágico e pensamento crítico coexistem. Qual escolher?
O pensamento mágico é a crença de que basta pensar firmemente em algo ou
desejar o sucesso para que ele se realize num piscar de olhos, como se forças
ocultas do universo fossem acionadas pelo fluxo energético do nosso pensamento.
Em contrapartida, o pensamento crítico é uma atividade mental
fundamentada na lógica, em evidências científicas e no ceticismo moderado para
analisar a realidade. Em vez de absorver imediatamente um fato como verdadeiro,
ele busca bases sólidas, mesmo que a conclusão final exija mais tempo do que o
esperado.
A relação entre o pensamento mágico e o crítico é estreita, pois ambos
coexistem em nosso dia a dia. Observe, por exemplo, o cenário político atual,
onde a ideologia frequentemente domina os meios de comunicação: muitas notícias
vêm embaladas pelo pensamento mágico. Cabe a nós, contudo, ativar o pensamento
crítico para decifrar o que realmente está por trás das manchetes.
Há uma frase de efeito que se ajusta perfeitamente a esse raciocínio:
“use-o ou perca-o”. Estudos mostram que, quando não exercitamos um músculo, ele
enfraquece e atrofia. O mesmo ocorre com o pensamento crítico: se deixarmos de
exercitar a mente com reflexões profundas, ela cederá cada vez mais espaço ao
pensamento mágico, que é, por natureza, muito mais confortável e palatável.
Diante disso, qual deve ser o nosso esforço diário? O caminho é
construir um pensamento crítico robusto e coeso, que nos incentive a refletir
filosoficamente sobre qualquer assunto, guiados pelo princípio geral da busca
pela verdade. Como resultado, nossa autoconfiança se fortalece continuamente,
gerando um verdadeiro fluxo de energia positiva e segurança mental.
Enfrentemos, portanto, a preguiça mental proveniente do pensamento
mágico, substituindo-a pelo exercício constante e consciente do pensamento
crítico.
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