25 fevereiro 2015

Psicanálise e Símbolo

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"A palavra ou a imagem é simbólica, se contém, mais do que se possa ver à primeira vista." (C. G. Jung)

psicanálise, método psicoterápico criado por Sigmund Freud no fim do século XIX, tem por base a cura das desordens nervosas, originadas por impulsos reprimidos que estão no subconsciente. Para explorar o que está submerso e trazê-lo ao nível do consciente, usa primeiramente as técnicas de hipnose. Sendo esta pouco eficiente, pois muitos não se deixavam hipnotizar, substitui-a pela "sugestão", que é uma espécie de associação livre de ideais.

Segundo Freud, o consciente é uma pequena superfície ao passo que o subconsciente é bem amplo. Quando o consciente capta um conhecimento ou recebe um impulso, retém somente o essencial. Mas, no subconsciente ficam gravadas as particularidades, as quais procuram emergir através dos sonhos e os sintomas de neuroses.

Inicialmente, os estudos da psicanálise restringiam-se ao campo da histeria. Depois, estendeu-se a todas as doenças psíquicas bem como a estados e processos psicossomáticos. No entanto, o tratamento de distúrbios psíquicos, nos quais conflitos não resolvidos se manifestam como substitutos simbólicos de conteúdos psíquicos reprimidos, faz com que o símbolo e sua significação assumam papel relevante da psicanálise. 

Na psicanálise, os sonhos e os sintomas doentios alojados no inconsciente são representados no consciente indiretamente por meio de imagens análogas. Por isso, a técnica de associação livre e o registro de todos os disfarces simbólicos da linguagem durante a sessão de psicanálise, no sentido de vencer a resistência que rejeita a conscientização. 

A psicanálise dá ênfase a interpretações sexuais dos símbolos, uma vez que , segundo Freud, conteúdos reprimidos cobrem sobretudo o campo da sexualidade. 

Fonte de Consulta

LURKER, Manfred. Dicionário de Simbologia. Tradução Mário Krauss e Vera Barkow. 2. ed., São Paulo: Martins Fontes, 2003.

 


15 fevereiro 2015

O Problema Está em Nós

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O problema não está nos outros, mas em nós. Que ilações podemos tirar dessa frase? Em nosso cotidiano, passamos por diversas dificuldades; quando não conseguimos resolvê-las, colocamos a culpa no outro. É a atitude mais cômoda. Porém, o problema não fica resolvido. 

Suponha que um vizinho esteja exagerando o volume do som. Achamos que ele está errado e, para tal, pedimos para diminuí-lo. Isso se repete uma, duas, três vezes. Depois da terceira vez, achamos que ele está fazendo pouco caso de nós. Poderíamos perfeitamente registrar queixa no órgão público. Em vez disso, tentemos administrar essa dificuldade dentro de nós mesmos. Nesse caso, lembremo-nos da frase: "Se com uma ou duas repreensões o próximo não se emendar, deixe tudo por conta de Deus". Ou seja, deixemos que o tempo se encarregue dessa solução. 

Há certas situações que perduram por longo tempo. Por mais que façamos, o problema continua, exigindo de nós alta dose de paciência, de força de vontade, do perdão, entre outros. Podemos, também, encarar essa dificuldade como um teste para o nosso equilíbrio mental e espiritual. Um exercício interessante é comparar o barulho a uma bomba: mesmo explodindo ao nosso lado, não pode ser capaz de tirar o nosso poder de concentração. 

O ser humano ainda está muito longe do respeito que deve ter para com o próximo. Falta-lhe educação. A maioria não divisa os limites de sua ação. Não sabem que o direito de um termina quando começa o direito do outro. Isso denota também o egoísmo que ainda nos domina. A pessoa diz: quero saciar os meus desejos, mesmo que seja em detrimento próximo.  

Pensando sensatamente: o barulho nos prejudica? Não. Quando tivermos um objetivo claro em mente, o volume do som não tem capacidade de tirar o foco que temos em mira. É mais uma opinião de que o outro está errado e que não devia agir daquela maneira, porque é da lei que um deve respeitar o outro. E se o outro não se inteirou, ou não quis tomar consciência dessa lei, o que podemos fazer? 

Do mesmo modo que hoje somos consequência de ontem, tudo o que estivermos pensando ou fazendo hoje tem a sua respectiva consequência no futuro. A nossa atitude mental tem um poder extraordinário. Num átimo de segundo podemos mudar o nosso ânimo, a nossa disposição. 

Treinemos uma atitude mental positiva, sempre pensando no bem, apesar da visita contínua do mal.