06 abril 2016

O Iluminismo

O iluminismo tem origem na Inglaterra, por volta de 1688, e se expande para França, Alemanha e demais países europeus. É um período histórico (1688-1789) que aspira à emancipação do ser humano por intermédio das luzes da razão. Até então o indivíduo vivia sob as forças da irracionalidade. A razão torna-se a nova divindade e, segundo o enciclopedista D'Alembert, teve a incumbência de destruir, analisar e mexer em tudo. 

No iluminismo francês, Voltaire e Montesquieu são os seus principais representantes. O que há em comum entre eles? Confiança na razão e repúdio à religião. Voltaire fundamenta-se nos ideais da tolerância religiosa e da liberdade política, tais como se verificavam na monarquia inglesa. Montesquieu desenvolve o seu pensamento político segundo o constitucionalismo inglês. É dele a famosa divisão dos poderes: o poder legislativo, o poder executivo e o poder judiciário devem ser independentes uns dos outros, mas equilibrados entre si. 

No iluminismo francês, podemos distinguir duas posições: 1) Voltaire e Montesquieu; 2) Diderot e os enciclopedistas. A primeira geração é deísta e defende a religião natural; a segunda, considera que a matéria e o movimento são eternos. Jean-Jacques Rousseau é o expoente mais radical do iluminismo francês. Ele acredita na bondade natural do ser humano, que foi pervertida pela sociedade. No Contrato Social, escreve: "O homem nasce livre e por toda parte se encontra acorrentado."

No iluminismo alemão, Immanuel Kant (1724-1804) é o seu representante máximo. Dizia: "O iluminismo é a saída do homem do estado de minoridade devido a eles mesmos. Minoridade é a incapacidade de utilizar o próprio intelecto sem a orientação de outro. 'Sapere aude!' Tem coragem de usar o teu intelecto" é o lema do iluminismo. Em Fundamentação da metafísica dos costumes, afirma: "Aja somente de acordo com um princípio que desejaria que fosse ao mesmo tempo uma lei universal."

As ideias científicas do iluminismo culminam com o nascimento da química racional e o aparecimento da economia científica. O impulso dado à revolução industrial provocará profundas transformações das sociedades ocidentais. A revolução científica, iniciada no Renascimento, foi uma revolução do saber; a revolução industrial, iniciada no século XVIII, foi uma revolução da energia. Em termos econômicos, Adam Smith (1723-1790) escreveu Uma investigação sobre a natureza e causas da riqueza das nações (1776). Nessa obra, considerou que o interesse pessoal, motor básico da economia, conciliava-se harmonicamente com os interesses coletivos em virtude da oferta e da procura do mercado.

Fonte de Consulta

Temática Barsa - Filosofia. Rio de Janeiro: Barsa Planeta, 2005.


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