30 outubro 2013

Mecanicismo e Relatividade

O mecanicismo é uma teoria filosófica que, uma vez concebida a matéria como inerte, deve-se explicar como nela se instala o movimento. A questão conduz-nos ao tema da causalidade. Relatividade. Diz respeito ao relativo, ao que não basta a si mesmo. Na Física, é uma teoria proposta por Albert Einstein que alargou os conceitos de tempo, espaço e movimento, revolucionando a física clássica.

Aristóteles argumentava que as coisas são relativas quando, para existir, umas dependem das outras: o maior só é maior em relação ao menor. Parmênides de Eleia, por outro lado, acha que o conhecimento sensível não permite apreender o ser verdadeiro, uno e imóvel. O relativismo foi muito criticado pela prática científica, pois o sujeito, ao conhecer, não permanece enclausurado nos próprios limites, mas apreende o mundo objetivo que independe, em sua existência e em sua estrutura, da consciência do sujeito que o percebe.

Biologicamente, o organismo se assemelha à máquina, mesmo admitindo um grau mais elevado de complexidade. Tudo se explica em termos de pura extensão e simples movimento local. Observe a síntese do silogismo (mecanicista) histórico: A premissa maior está com Descartes (todos os animais são autômatos), a menor com Darwin (o homem é um animal) e a conclusão com Watson (todos os homens são autômatos). Umas das principais críticas ao mecanicismo reside na incompatibilidade entre os processos biológicos e a simples redução deles a atividades físico-químicas.

Henri Poincaré (1854-1912), James C. Maxwell (1831-1879), Heinrich Hertz (1857-1894), Hendrik A Lorentz (1853-1928), Hermann Minkowski (1864-1909) e Bernhard Reemann (1826-1866) foram os precursores da teoria da relatividade de Einstein, que pode ser resumida da seguinte maneira: de Galileu a Newton, a física clássica considerava o movimento como relação determinada por sua referência a parâmetros julgados absolutos, o espaço e o tempo. Para Einstein, ao contrário, o espaço e o tempo se concebem em função do movimento, que se torna, assim, o absoluto.

As consequências da teoria da relatividade podem ser sintetizadas: a) em termos de espaço-tempo, alteração radical das noções de distância e duração; b) quanto à concepção da matéria, a física declara que esta constitui uma cadeia de entidades, sujeitas a uma determinada duração de modo algum absoluta; c) quanto à generalização da teoria, a força de gravidade, que unifica todo o sistema newtoniano, fica reduzida a um movimento particular de um corpo num espaço determinado por massas de matéria.

Bibliografia Consultada



ENCICLOPÉDIA MIRADOR INTERNACIONAL. São Paulo: Encyclopaedia Britannica, 1987.

TEMÁTICA BARSA - FILOSOFIA. Rio de Janeiro, Barsa Planeta, 2005.

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