31 maio 2012

Novo Cérebro: Mudar Respostas

Problema: Como descobrir as crenças que estão limitando a nossa vida? Como mudá-las para outras mais expansivas?

Russell Ackoff já nos dizia que "A solução errada para o problema certo é anos-luz melhor do que a solução certa para o problema errado". 

Primeiramente, entendamos que há uma profunda diferença entre fatos e crenças. Sobre os fatos, há poucas discordâncias, pois eles procuram mostrar o que a coisa é. Exemplo: o calor dilata o metal. Não há o que discutir, a não ser sobre o grau de temperatura que isso acontece. Os seres humanos acabam entrando em conflito quando discutem crenças. 

Em se tratando de crenças, há as racionais e as irracionais. As crenças racionais são aquelas que nos parecem apresentar argumentos lógicos: Exemplo: A Terra é redonda; o dinheiro facilita a vida; dois mais dois são quatro; o ser humano é constituído de cabeça, tronco e membros. As crenças, ditas irracionais, são aquelas as quais não se consegue chegar a um acordo. Exemplo: Deus Existe?; há vida além-túmulo? 

Vejamos alguns tipos de crenças:

  • "Isto sempre acontece comigo";
  • "Não posso errar";
  • "Devo mostrar que sei o assunto";
  • "Tenho que agradar a audiência";
  • "Preciso fazer mais exercícios físicos". 

Como mudar esses tipos de crenças?

"Isto sempre acontece comigo". É uma visão individual do problema. E se procurássemos saber o que está acontecendo com os outros?
"Não posso errar". Por quê? Não há erro, só há experiência. Além do mais, aprendemos melhor com os erros do que com os acertos. Lembremo-nos no ditado latino: errando corrigitur error (errando, corrige-se o erro)
"Devo mostrar que sei o assunto". Não temos que mostrar a ninguém, a não ser a nós mesmos. 
"Tenho que agradar a audiência". Querer agradar a todos pode desagradar a Deus. 
"Preciso fazer mais exercícios físicos". No estudo da obesidade, há controvérsia sobre os exercícios de educação física. 

Essas lembranças são mais para aguçar a reflexão sobre o nosso  comportamento. O importante é estarmos abertos para a mudança. Deixar o velho causa transtorno, gera inquietação e angústia. Enfrentemos tudo isso  com confiança e determinação. A recompensa virá adiante.
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29 maio 2012

Dizível e Indizível




Pensamento dizível

Pensamento indizível
Discursivo
Intuitivo
Sucessão de análises e sínteses
Apreensão global do objeto
Compreensão mediata,indireta do objeto
Compreensão imediata, direta do objeto
O objetivo é visto do exterior, segundo pontos de vista, em relação a outros.
O objetivo é visto do interior, nele mesmo, de modo absoluto.
O pensamento distingue-se daquilo que pensa: pensamento desdobrado.
O pensamento faz um só com aquilo que pensa: pensamento unificado.

Quadro usado para agrupar algumas oposições no sentido de marcar a diferença entre as duas formas de pensamento: uma pertence à linguagem; a outra, tende a manter-se sempre estranha.

Ao longo da história da filosofia ocidental, houve sempre a tendência de aceder a uma realidade situada além da natureza, sendo contudo essa mesma realidade incomunicável. O problema consiste pois em fazer aparecer o indizível, como um indizível por excesso – quando há sempre o perigo de que ele seja confundido com um indizível por defeito, um “menos que dizível”.

Fonte de Consulta

GIL, F. (Editor). Enciclopedia Einaudi. Lisboa: Imprensa Nacional, 1985-1991.
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16 maio 2012

Blablablá e Pensamento


De vez em quando, é muito útil verificarmos se a nossa escrita ou os nossos pensamentos não passam de um blábláblá sem fim. Por blablablá, entende-se a conversa sem importância, a conversa fiada ou os “ditos verborrágicos destinados a engabelar a desconfiança”. O blablablá é encontrado, muitas vezes, nos políticos, nos demagogos e nos sedutores.

Para evitar o blablablá, convém fazer como o filósofo amador, que transforma o cogito ergo sum, de Descartes, em “escrevo, logo penso”. Pensar, escrever e ler permite-nos descobrir se aquilo que pensamos é “bem pensado”. Embora não haja um pensamento original, pois tudo o que pensamos já foi pensado antes, a apropriação do pensamento alheio, transformando-o em pensamento próprio, é de grande valia para o nosso exercício filosófico.

Ao escrevermos, não podemos ser tão radicais como os moralistas que, segundo Joubert, são atormentados pela “maldita ambição de por um livro inteiro numa página, uma página inteira numa frase e essa frase numa palavra”. Há casos em que, para nos fazermos entender, o nosso pensamento tem que ser obrigatoriamente prolixo. O que atrapalha a compreensão de um texto não é quantidade de palavras, mas a verborragia das palavras vãs que nada acrescentam ao entendimento de uma questão.

Esses pensamentos foram trabalhados em função do livro: “Sobre o Blablablá e o Mas-Mas dos Filósofos, de Fredric Schiffer que, na Internet, tem o seguinte marketing de venda: Este ensaio, escrito com pena ágil e petulante, surpreende os filósofos em alguns de seus pecados mais comuns: o palavrório e o pedantismo. Armado com o desiludido humor cioraciano, e aguçado por uma lucidez cara a Clément Rosset (que, aliás, assina o prefácio), Frédéric Schiffer investe contra os que denigrem as aparências e preferem refugiar-se em alguma zona inabordável. Ao longo de suas divagações provocativas, reencontramos os ridicularizados sofistas, o diletante Montaigne, o agudo Baltasar Gracián e assistimos ao encontro (feliz) de um pensamento e de um estilo.

Schiffer explica-nos que o blablablá concerne ao campo dos discursos destinados a entorpecer a desconfiança e o espírito crítico; o mas-mas (ou afetação), ao campo dos discursos que têm por vocaçao desvalorizar a vida real em prol da essência. O homem do blablablá enaltece o irreal, é um charlatão. O homem do mas-mas deprecia o real: é um pedante afetado.

Em vista do exposto, a quantas andam o nosso pensamento? Estamos buscando uma certa profundidade ou permanecemos na sua superficialidade?
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09 maio 2012

Curso de Introdução ao Raciocínio Lógico


O programa visa aumentar a criatividade e inteligência lógica, induzindo o aluno a coletar, classificar, representar e interpretar informações relacionadas ao problema em questão. O Raciocínio Lógico é indispensável para a realização de inúmeras tarefas e é imprescindível na tomada de decisões, constatação de irregularidades e análise de problemas.

Este curso online, dos Cursos 24 horas, traz, além dos conceitos de Raciocínio Lógico, assuntos essenciais para a familiarização da linguagem característica e tão específica do assunto, tais como: “Premissas, Inferências, Conclusão, Argumentos e Proposições” bem como o que são os “Conectivos Lógicos” e suas classificações. Há, também, noções sobre “Cálculos Proporcionais” e “Tabela da Verdade”.

De sua apostila, colhemos duas definições de lógica. 

“O estudo da Lógica é o estudo dos métodos e princípios usados para distinguir o raciocínio correto do incorreto” – Irving Coppi.

"A lógica trata de argumentos, deduções e inferências. Um de seus propósitos básicos é apresentar métodos capazes de identificar os argumentos logicamente válidos, distinguindo-os dos que não são logicamente válidos." - Wesley Salmon

Não nos esqueçamos de que a lógica tem como principal incumbência perceber as diferenças e discernir os raciocínios corretos dos incorretos.

Caso tenha interesse em conhecer este curso, acesse o link abaixo. 

Curso de Introdução ao Raciocínio Lógico 
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Alcibíades



Platão (427-347 a.C.) descreve, neste texto, um encontro entre Sócrates e Alcibíades, jovem célebre por sua beleza e ambição.

Problemática: Alcibíades justifica seu desejo de poder, não por sua família e suas relações, mas por suas competências. Como bom democrata, acha que o poder (ou a política) resume-se na prática da justiça. Incapaz de definir a justiça, Sócrates vai ao seu encontro e o auxilia, dizendo que a justiça fundamenta-se no conhecimento de si mesmo.

As Teses

O saber necessário à política: “conhece-te a ti mesmo”. O conhecimento de si mesmo é essencialmente a tomada de consciência da própria ignorância. É, também, saber distinguir o que nos pertence daquilo que nos é adventício. “Conhecer-se a si mesmo é distinguir-se do que pertence a si mesmo, repor cada coisa em seu justo lugar”.

Para governar cidadãos, é preciso governar a si mesmo. Aquele que governa a si mesmo adquire a virtude, porque aprendeu a cuidar de si mesmo. Esta virtude lhe dá condições de governar os outros, porque não o fará em beneficio próprio, mas por causa do bem comum.

Partilhar a virtude com os cidadãos. A política é muito mais arte do que ciência. É a arte de equilibrar os desejos e ambições dos cidadãos. Ele merece reinar porque cria laços de amizade com os cidadãos. “Uma cidade governada por um homem virtuoso e livre (nem escravo nem tirano) é bem mais sólida do que uma cidade defendida por armas ou riquezas”.

Fonte de Consulta

CAMUS, Sébastien et al. 100 Obras-Chave de Filosofia. Tradução de Lúcia Mathilde Endlich Orth. 2. ed., Petrópolis, RJ: Vozes, 2011.
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